BH: reconstituição mobiliza vizinhos e acaba com diarista hostilizada

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Belo Horizonte – A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi hostilizada nesta quarta-feira (8/7) ao sair com a polícia do prédio onde participou da reconstituição da morte de um casal no último dia 29 de junho, o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.No momento em que ela deixa o local, é possível ouvir vários gritos com xingamentos: “assassina”, “bandida”, “vagabunda”. Algumas pessoas mais exaltadas gritavam para que o cabelo dela fosse cortado. “Corta o cabelo”, “vai arder no fogo do inferno”.A mulher já havia sido hostilizada ao chegar ao local. Presa desde a última quinta, ela confessou ter matado o casal para roubar. Era o primeiro dia dela como diarista, profissão que a polícia crê que Paola usava para cometer crimes. Até o duplo latrocínio, porém, ela não tinha passagens pela polícia. Leia também Minas GeraisCasal morto em BH por diarista será homenageado neste sábado (4/7) Minas GeraisCrime em BH muda rotina de vizinhas: “Dá medo contratar diarista” Minas Gerais“Prejudicou a imagem de todas”, diz diarista após crime que chocou BH Minas GeraisDiarista que matou casal em BH é xingada em reconstituição: “Vagabunda” ReconstituiçãoDurante a reconstituição da morte do casal, a diarista apareceu na janela do apartamento do casal. No momento em que ela aparece na janela é possível perceber que ela conversa com um dos investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) que acompanha a reconstituição.O crime ocorreu no bairro São Pedro, na segunda-feira (29/6). O casal foi dopado e morto a facadas pela diarista. Após a morte, Paola pegou vários pertences deles e ainda teve tempo para tomar banho e trocar de roupa antes de sair do apartamento, carregando bolsas com vários produtos.A diarista voltou, nesta quarta, à cena do crime brutal do qual foi protagonista na capital mineira. Ela deixou a cadeia e participa da reconstituição do duplo latrocínio (roubo seguido de morte).Ao chegar ao prédio, ela foi xingada de “vagabunda” e “assassina” por populares que estavam na rua e por vizinhos que aguardavam a chegada dela.Sobre o crimeSegundo a investigação, Paola trabalhava pela primeira vez na residência quando decidiu atacar o casal. A Polícia Civil sustenta que ela levou comprimidos de clonazepam até o imóvel, dopou as vítimas, esperou que elas perdessem a capacidade de reação e, em seguida, as matou com dezenas de facadas antes de fugir levando joias, relógios de luxo, celulares e outros objetos.O crime ocorreu na segunda-feira (29/6). Os corpos foram encontrados pelo filho do casal na terça-feira (30/6), e Paola foi presa na madrugada de quinta-feira (2/7), em um hotel em Itabira. Ela estava com o filho dela, um menino de seis anos.