A Noruega garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo embalada pelo espírito coletivo, mas o técnico Stale Solbakken pode ter de arriscar mexer em uma equipe que vem dando certo ao definir os pontas para o confronto de sábado (11) contra a Inglaterra.O treinador de 58 anos escalou Antonio Nusa e Alexander Sorloth como titulares pelos lados do campo em quatro das cinco partidas da Noruega no Mundial até agora.No entanto, as atuações dos reservas Andreas Schjelderup e Oscar Bobb na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil, nas oitavas de final, fizeram crescer os pedidos para que ambos iniciem a partida diante dos ingleses.Nusa e Sorloth encontraram dificuldades diante da defesa brasileira no primeiro tempo e foram substituídos no intervalo por Bobb e Schjelderup. Este último deu a assistência para Erling Haaland marcar o primeiro gol da partida, seu terceiro passe para gol no torneio. Leia Mais Web reage ao primeiro dia sem jogos da Copa do Mundo; veja memes Técnico da Suíça avalia Argentina antes de jogo na Copa: "Não é invencível" Odegaard evita provocar companheiros de Arsenal antes de pegar a Inglaterra “Eu realmente não esperava entrar no intervalo. Você fica um pouco surpreso, mas estive preparado o tempo todo caso fosse necessário”, disse Schjelderup ao jornal VG.Com Sorloth atuando pela direita e Nusa pela esquerda, Solbakken prefere pontas capazes tanto de cortar para dentro e finalizar quanto de ir à linha de fundo para cruzar em direção a Erling Haaland, que já marcou sete gols em quatro partidas.Os pontas também exercem papel fundamental na organização defensiva da Noruega, acompanhando Haaland na pressão alta e recuando para ajudar os laterais diante de adversários fortes pelos lados do campo.“Nenhum dos dois fez uma partida ruim contra o Brasil, muito pelo contrário. Trabalharam muito bem defensivamente e também participaram do ataque, mas o jogo mostrou que precisávamos de um perfil diferente de jogador”, afirmou Solbakken.Acostumado a atuar mais centralizado no ataque do Atlético de Madrid, Sorloth não escondeu a insatisfação ao ser substituído contra o Brasil.“Naquele momento eu fiquei bravo, mas depois conversei com o Stale. Agora estamos bem, mas, na hora, eu realmente não entendi a decisão”, disse.Já Nusa, autor do primeiro gol da vitória sobre a Costa do Marfim na segunda fase, recebeu a substituição de forma mais tranquila e elogiou o desempenho de seu amigo Schjelderup e do restante da equipe.“É preciso dar os parabéns aos rapazes. Tenho muito orgulho de vê-los brilhando. É isso que importa em um time”, afirmou.“O fato de eu não ter feito minha melhor partida significa apenas que outros puderam ter o dia deles. E tudo bem para mim. Desde que a gente vença e avance, fico muito feliz com isso.”Destaque do Marrocos na Copa é anunciado pelo Bayern de Munique