Wall Street fecha sem direção única após escalada no Oriente Médio e após ata do Fed

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Os índices de Wall Street encerraram o pregão sem direção única diante das tensões no Estreito de Ormuz e da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Confira o fechamento dos índices:Dow Jones: -1,09%, aos 52.348,39 pontos;S&P 500: -0,28%, aos 7.482,71 pontos; Nasdaq: +0,20%, aos 25.870,652 pontos.O que mexeu com Wall Street?No front da política monetária, a ata do Fed mostrou que, apesar de a últimas decisão de juros ter sido unânime, com manutenção no intervalo de 3,50% e 3,75% ao ano, parte dos dirigentes já enxergava argumentos para um novo aperto monetário. O documento também reforça que a inflação continua sendo a principal preocupação da autoridade monetária, enquanto a economia dos Estados Unidos segue resiliente.Segundo a ata, “alguns participantes comentaram que, à luz desses desdobramentos, havia argumentos para elevar a faixa-alvo da taxa dos Fed Funds”, embora esses mesmos dirigentes tenham apoiado a manutenção dos juros na reunião de junho.LEIA MAIS: Ata do Fed reforça cautela com inflação e mostra que alta de juros está na mesaA mensagem reforça que o Fed ainda não considera encerrada a possibilidade de novas altas de juros, caso a inflação continue resistente.Os Treasuries de curto e médio prazo mexeram pouco após a ata, mas com viés de baixa. O mesmo foi observado pelo índice DXY, que compara a moeda norte-americana a uma cesta com outras moedas forte, como o iene e o euro. Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, perto da hora do fechamento dos mercados, a probabilidade de alta na reunião de setembro era de 67,9%, enquanto 32,1% previam manutenção dos juros norte-americanos. Na avaliação do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, a divulgação da ata do Fed confirma a leitura de que o documento não traria grandes novidades em relação ao comunicado e à entrevista pós-comunicado do presidente do BC, Kevin Warsh. Isso, explica, tende a limitar o impacto adicional sobre o câmbio em relação ao que já vinha sendo precificado pelo mercado ao longo do dia.Guerra no Oriente MédioNa terça-feira (7), o conflito no Oriente Médio voltou a escalar após três navios terem sido atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz. Como resposta, o Tesouro dos Estados Unidos revogaram a medida que permitia a produção, venda e entrega do petróleo iraniano. Além disso, foram realizados novos ataques norte-americanos, com Trump afirmando que o cessar-fogo com o Irã havia acabado.Mais cedo, o presidente dos EUA ameaçou realizar novos ataques ao país persa nesta quarta-feira. A emissora iraniana TV Press informou que o Irã pode voltar a bloquear a passagem pelo Estreito de Ormuz e realizar o dobro de ataques na região, caso seja atacado pelos EUA.Do lado iraniano, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que não responderá “vulgaridade com vulgaridade”, mas com ação, ao comentar as declarações recentes de Trump.O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro avançou 5,20%, a US$ 78,02 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto registrou ganhos de 4,37, a US$ 73,52 o barril. Ambos fecharam na maior cotação desde 22 de junho. Com a pressão do setor de energia, as ações da ConocoPhillips e da Chevron avançaram 1% cada.As ações de companhias de chips, que sofreram forte liquidação no pregão anterior, operaram estáveis.