Bitcoin ainda pode subir a US$ 150 mil este ano, mesmo após tombo de 50%, diz Bernstein

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O Bitcoin ainda pode chegar a US$ 150 mil até o fim do ano, mesmo após acumular uma queda de cerca de 54% desde o pico de quase US$ 126 mil registrado em outubro de 2025, segundo analistas da Bernstein.Em relatório enviado a clientes na última segunda-feira (6), a equipe liderada por Gautam Chhugani reconheceu que a meta é “ambiciosa” diante da correção recente, mas afirmou que o ciclo do mercado cripto ainda deve se recuperar. O Bitcoin voltou a testar mínimas recentes perto de US$ 60 mil antes de se recuperar para cerca de US$ 63 mil.Apesar do tom cauteloso, a Bernstein avalia que a queda atual é menos severa do que os recuos de 75% a 90% vistos no fim de ciclos anteriores. Para os analistas, essa correção mais moderada pode indicar um amadurecimento do mercado cripto, embora ainda não esteja claro se o pior momento já ficou para trás.O relatório destaca que o atual movimento de baixa dura três trimestres desde o topo do ciclo, abaixo dos 12 a 15 meses que correções históricas costumaram levar. Por isso, a casa diz seguir acompanhando os fluxos de Bitcoin em busca de “qualquer sinal de vida” no mercado.Fluxos contam história menos negativaSegundo a Bernstein, os fluxos de capital em Bitcoin mostram um cenário menos pessimista do que o sentimento do mercado sugere. As entradas combinadas de empresas de tesouraria e ETFs somaram US$ 10 bilhões em 2026, uma queda forte em relação aos US$ 60 bilhões registrados em 2025.Os ETFs de Bitcoin à vista tiveram saídas de US$ 5,5 bilhões no ano, sobre uma base de US$ 74 bilhões em ativos. Ainda assim, o saldo geral permaneceu positivo por causa das compras de empresas que mantêm Bitcoin em tesouraria, especialmente a Strategy.Na visão dos analistas, saídas de US$ 5,5 bilhões em ETFs, dentro de uma base de US$ 74 bilhões, combinadas a uma correção de cerca de 50% no preço, fizeram o sentimento parecer pior do que os fluxos efetivamente indicam. Em um mercado no qual boa parte da liquidez global está concentrada em ações ligadas à inteligência artificial, um ano ainda positivo em entradas líquidas para Bitcoin não parece tão alarmante, segundo a casa.A Strategy comprou cerca de 175 mil bitcoins por aproximadamente US$ 14 bilhões em 2026, elevando suas reservas para 847.363 BTC, de acordo com documentos da empresa citados pela Bernstein. A gestora também minimizou preocupações de que a companhia pudesse ser forçada a vender parte relevante de seus bitcoins.Segundo o relatório, a Strategy tem liquidez suficiente em balanço para cobrir dividendos em dinheiro e juros por mais de 17 meses. Suas dívidas equivalem a cerca de 13% do valor dos bitcoins usados como colateral, e o próximo pagamento principal relevante, de cerca de US$ 1 bilhão, vence apenas no terceiro trimestre de 2028.A Bernstein afirma que, embora a política de capital da empresa permita vender até US$ 1,25 bilhão em Bitcoin para financiar dividendos, juros, recompor reservas em dólar e apoiar recompras, uma grande venda forçada parece improvável. Na avaliação dos analistas, a Strategy continua sendo compradora líquida de Bitcoin.Mineradoras migram para IA e regulação avançaOutro ponto citado pela Bernstein é a mudança no setor de mineração. A casa afirma que a acumulação da Strategy ajudou a compensar vendas de grandes mineradoras de Bitcoin dos Estados Unidos, que têm redirecionado parte de sua estrutura para data centers de inteligência artificial.Os analistas esperam que as maiores mineradoras listadas nos EUA abandonem totalmente a mineração de Bitcoin, com sua fatia de poder computacional sendo absorvida por operadores internacionais no Sudeste Asiático, Ásia Central e América Latina.O hashrate médio da rede Bitcoin caiu cerca de 11% no acumulado do ano, segundo a Bernstein. A participação das mineradoras americanas no poder computacional total recuou mais de 40 pontos-base nos últimos dois trimestres, enquanto mineradoras de mercados emergentes ganharam cerca de 100 pontos-base.Além dos fluxos e da mineração, a Bernstein cita avanços regulatórios como outro fator de suporte para o setor. O relatório menciona a regulamentação em andamento da GENIUS Act, voltada a stablecoins, e o lançamento de futuros perpétuos de cripto nos Estados Unidos por plataformas como Kalshi e Coinbase.A casa também vê cerca de 50% de chance de aprovação da Clarity Act em 2026, citando dados da Polymarket. Já os ativos reais tokenizados chegaram a aproximadamente US$ 52 bilhões, novo recorde, segundo o relatório.Mesmo com a cautela, a Bernstein manteve a projeção de US$ 150 mil para o Bitcoin até o fim do ano. Para os analistas, a correção atual ainda exige sinais mais claros de retomada, mas não invalida a tese de que o ciclo pode voltar a favorecer o BTC.A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques!O post Bitcoin ainda pode subir a US$ 150 mil este ano, mesmo após tombo de 50%, diz Bernstein apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.