O novo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), afirmou nesta quarta-feira (8) que trabalhará para “distensionar” a relação entre Executivo e Senado. Segundo ele, o momento é de busca de diálogo e “em breve” haverá uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).“Vamos trabalhar para que a gente possa, de uma vez por todas, distensionar e superar essa relação entre os dois presidentes. A gente tem pautas importantes no Senado. O fim da escala 6×1 é uma delas”, disse a jornalistas. Leia Mais: Sem acordo, Alcolumbre diz que Congresso não analisará vetos nesta semana PT oficializa Camilo Santana como novo líder no Senado PEC da maioridade deve avançar apenas depois das eleições, avaliam líderes A relação entre o Planalto e Alcolumbre foi alvo de desgaste após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para uma vaga ao STF (Supremo Tribunal Federal), no fim de abril. Um encontro entre o chefe do Executivo e o senador é esperado há semanas por aliados do governo.“Tudo para se resolver precisa dialogar, conversar. Acho que em breve os dois irão conversar, distensionar e destravar vários pautas importantes. Em breve, ainda em julho. Quem sabe essa sema. Todos estão trabalhando”, afirmou Camilo.Segundo o senador, atuar para melhorar a relação entre os dois chefes de Poder faz parte da sua “primeira missão” no cargo. O senador foi oficializado no comando da bancada petista nesta manhã.Ele substituiu a senadora Teresa Leitão (PT-PE), que assumiu a liderança do governo na Casa. A parlamentar ainda deixou a presidência da comissão de Educação, que também passará a ser comandada por Camilo. Eleito em 2022, o senador liderou o Ministério da Educação desde o começo da atual gestão até abril deste ano, quando reassumiu a vaga no Senado.“Vou procurar contribuir, ajudar a senadora Teresa Leitão, para que a gente possa, primeiro, distensionar essa relação do Executivo com o Senado Federal”, afirmou. Ex-ministro e ex-governador do Ceará, Camilo disse ter uma “boa relação” com Alcolumbre. Ele defendeu ser necessário “evitar qualquer confronto” e respeitar as prerrogativas dos cargos.Na terça-feira (7), o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que Alcolumbre seria eleito um “inimigo” caso não desse andamento à proposta sobre o fim da escala 6×1. Em resposta, o presidente do Senado afirmou que não iria tolerar “ameaça e tentativa de intimidação”.“Precisamos sempre dialogar, independentemente das diferenças, a democracia é isso. E respeitar também os cargos, o exercício dos cargos individuais. Meu pedido a todos é para evitar qualquer tipo de tensionamento”, acrescentou Camilo.Na visão do senador, o fim da jornada 6×1 pode ser aprovado antes das eleições. Ele descartou aprovações de projetos da pauta prioritárias antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho, mas defendeu que as pautas tenham um “encaminhamento” na reta final dos trabalhos neste semestre.Camilo Santana deve assumir a liderança do PT no Senado | BASTIDORES CNN