MPF apura por que Rondônia não aderiu a acordo contra violência à mulher

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O MPF (Ministério Público Federal) instaurou, nesta quarta-feira (8), um processo para apurar as razões que levaram o estado de Rondônia a não ter aderido, até hoje, ao acordo federal para o enfrentamento à violência contra a mulher.O Ligue 180 não opera no estado. O sistema foi criado pela Presidência da República em 2005 e funciona como uma Central de Atendimento à Mulher.Em 2014, o número se transformou em disque-denúncia, com capacidade de acionamento imediato da PM (Polícia Militar) e do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para atender mulheres vítimas de violência doméstica. Leia Mais Senado aprova MP do Brasil Soberano com crédito de R$ 15 bi à exportação Após audiência sobre Brasil, USTR investiga trabalho forçado em 60 países Procuradoria vê propaganda antecipada em fala de Lula sobre ex-ministras No despacho de instauração do procedimento, o Ministério Público destaca “dados preocupantes” sobre a violência de gênero em Rondônia.Em 2025, o estado registrou a segunda maior taxa de feminicídios do país, com 2,9 casos por 100 mil mulheres, atrás apenas do Acre (3,2), segundo o relatório Retrato dos Feminicídios no Brasil 2026, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.O Ministério das Mulheres (MM) foi acionado pelo MPF para esclarecer se já existem tratativas para a adesão de Rondônia ao acordo, se o estado apresentou justificativas técnicas para a negativa e quais órgãos estaduais participam das negociações. Segundo o órgão, a implementação do Ligue 180 não implica novos custos financeiros, pois foca “na integração e na padronização de dados e sistemas”.Além do MM, a Secretaria de Estado Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) de Rondônia e o MP do estado também foram questionados.A CNN Brasil procurou o Ministério das Mulheres e o Governo do Estado de Rondônia para comentar, o espaço segue aberto.*Sob supervisão de João KerDatafolha: Maioria vê violência contra mulher como crime mais grave do país | BASTIDORES CNN