VISC11 vê vendas dos shoppings crescerem 12,7% e aumento de reserva de lucroO fundo imobiliário VISC11, voltado a shopping centers, registrou em junho resultado de R$ 0,88 por cota e confirmou a distribuição de R$ 0,84 por cota aos cotistas, preservando o guidance de rendimentos comunicado para este ano. A administração destacou que a política de pagamentos seguirá alinhada à geração de caixa dos ativos.Após esse pagamento, o fundo passou a contar com R$ 1,24 por cota em resultados ainda não distribuídos. Desse montante, R$ 0,89 por cota permanecem no próprio veículo, enquanto R$ 0,35 por cota estão alocados no Shopping Paralela FII, veículo integralmente detido pelo fundo e que consolida parte relevante dos fluxos.Segundo a gestão, essa reserva poderá ser direcionada para sustentar distribuições futuras, favorecendo a previsibilidade dos rendimentos nos próximos meses. A estratégia busca equilibrar o cenário operacional com a manutenção do guidance indicado ao mercado.No desempenho dos empreendimentos, o relatório apontou evolução dos principais indicadores. O NOI (Resultado Operacional Líquido) por metro quadrado avançou 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as vendas por metro quadrado cresceram 12,7%. Esses dados reforçam a trajetória de melhora na base de receitas dos ativos.VISC11: vendas e aluguel seguem em expansãoEntre os indicadores operacionais, o fundo reportou crescimento de 6,0% nas vendas das mesmas lojas (SSS) e de 3,7% no aluguel das mesmas lojas (SSR) na comparação anual. A dinâmica positiva ocorreu de forma disseminada entre os shoppings, refletindo a retomada do fluxo de consumidores e a recuperação de lojistas.A taxa de ocupação encerrou o período em 94%, patamar consistente com a estratégia de manter os espaços locados com operadores em atividade. Já os índices de inadimplência líquida e de descontos concedidos aos lojistas permaneceram reduzidos, em 1,2% e 1,8%, respectivamente, sinalizando melhora na saúde financeira dos ocupantes dos empreendimentos.A combinação de maior ocupação, menores descontos e inadimplência controlada tende a sustentar o desempenho operacional. Esses vetores também contribuem para a estabilidade das receitas de aluguel, compondo a base de distribuição ao longo dos próximos ciclos.Fundo mantém guidance de distribuição até dezembroA gestão reiterou a projeção de distribuir entre R$ 0,84 e R$ 0,90 por cota mensalmente até dezembro de 2026. O comunicado reforçou que se trata de expectativa e não de garantia de rentabilidade futura, mantendo o tom conservador na comunicação com o mercado.No histórico desde o IPO, o fundo acumula rentabilidade total bruta de 117,4%, superando o IFIX, que avançou 72,1% no mesmo período. Para investidores pessoas físicas, a rentabilidade líquida alcançou 116,5%, equivalente a 124% do CDI líquido, refletindo a performance consolidada dos ativos sob gestão.O avanço do NOI por metro quadrado e das vendas por metro quadrado, somado à expansão de SSS e SSR, indica continuidade da tendência operacional positiva. Com a reserva de R$ 1,24 por cota em resultados não distribuídos, a administração dispõe de flexibilidade adicional para manter a previsibilidade dos pagamentos mensais.A comunicação da gestora enfatiza o foco em preservar a consistência das distribuições, alinhada ao comportamento dos indicadores operacionais e à disciplina financeira. A manutenção do guidance até dezembro de 2026, acompanhada do acompanhamento próximo dos shoppings e dos lojistas, segue como referência para os próximos meses.