A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), em São Caetano do Sul (SP), agendada para esta segunda-feira (13), ocorre em meio às discussões sobre a ampliação da mistura obrigatória de biocombustíveis. Representantes da indústria afirmam que a visita reforça a importância dos estudos técnicos para a definição dos próximos percentuais obrigatórios.El Niño pode ser o mais forte desde 1950; entenda efeitos no agro | AGORA CNNAo lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, Lula acompanhará os testes que avaliam misturas de biodiesel entre B16 e B25. Os ensaios fazem parte do programa coordenado pelo Ministério de Minas e Energia para subsidiar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro e futuras decisões sobre a ampliação da participação do biodiesel, atualmente em 15%. Leia Mais Setor do etanol avalia judicialização por perdas com subsídio à gasolina Acelen e Bunge firmam contrato para produção de SAF e diesel renovável Hugo: Reunião sobre mistura de etanol na gasolina acontecerá na terça (14) A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) avalia que a metodologia dos testes deve dar suporte técnico às futuras decisões regulatórias e defende que já existem elementos suficientes para permitir a adoção do B16 e do B17. Segundo a entidade, experiências conduzidas pelo setor automotivo e pelo segmento de biocombustíveis apontam resultados positivos com misturas superiores às atualmente utilizadas, incluindo testes com 20% de biodiesel.A Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) defende que os testes devem dar segurança às decisões regulatórias sobre o avanço da mistura até o B25 e avalia que já há elementos técnicos para permitir a adoção do B16 e do B17. Segundo o presidente da entidade, Jerônimo Goergen, experiências conduzidas pelo setor automotivo e pelo segmento de biocombustíveis apontam resultados positivos com misturas superiores às atualmente utilizadas, incluindo testes com 20% de biodiesel.Na mesma linha, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) classificou a visita como uma oportunidade para que o governo acompanhe de perto o programa de testes conduzido pelo Instituto Mauá, descrito pela entidade como o maior do mundo voltado ao setor. A associação afirmou que considera essencial que a expansão da mistura obrigatória continue baseada em evidências técnicas, desempenho, qualidade e segurança, para viabilizar a adoção dos novos percentuais.A agenda também acontece poucos dias após o governo adiar, pela terceira vez, a reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) que analisaria o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A reunião foi remarcada para a terça-feira (14).A proposta vem sendo discutida desde maio, quando a primeira reunião sobre o tema foi cancelada. Desde então, outras duas tentativas de votação também foram adiadas.O aumento da mistura conta com apoio do governo e do setor sucroenergético. O Ministério de Minas e Energia sustenta que não há necessidade de repetir os testes realizados antes da adoção do E30, entendimento que foi questionado por parte do setor de combustíveis e levou à realização de novas avaliações técnicas antes da apreciação pelo CNPE.