Disney+ pode lançar plano de streaming gratuito

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Plataforma tentaria frear o avanço do YouTube com possível oferta gratuita (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo O Disney+ pode lançar um plano de streaming gratuito, com parte do catálogo sem cobrança de assinatura.Segundo o Business Insider, a informação teria surgido do próprio chefe de produto e tecnologia da Disney, Adam Smith.A plataforma de streaming tentaria competir com serviços gratuitos, como o YouTube, e com agregadores de filmes e séries, como o The Roku Channel.O Disney+ pode ganhar uma versão totalmente gratuita. A movimentação da plataforma de streaming seria uma resposta ao crescimento de serviços de vídeo não pagos e teria um alvo claro: o YouTube. Segundo informações do Business Insider, o chefe de produto e tecnologia da Disney, Adam Smith, levantou a hipótese de disponibilizar parte do acervo sem cobrar assinatura. O plano ainda estaria em fase de discussão, sem um cronograma ou relação de filmes e séries que seriam liberados. No entanto, a discussão sinaliza que a empresa está repensando suas estratégias. Vale lembrar que, há poucas semanas, o Disney+ se consolidou como o streaming mais caro do Brasil. Streaming de graça?Plano gratuito com anúncios poderia atrair novos usuários (imagem: Mika Baumeister/Unsplash)No mercado brasileiro, manter a assinatura do serviço tem pesado cada vez mais no bolso. Recentemente, os planos ficaram até 7,2% mais caros. Apenas no pacote Premium, que garante imagens em 4K, áudio Dolby Atmos e acesso aos canais ESPN em até quatro telas simultâneas, o aumento foi de 4,5%.Nesse cenário, uma modalidade gratuita quebraria a barreira financeira que hoje afasta novos usuários, já que a justificativa para essa possível virada de chave seria uma mudança de comportamento do público. A audiência, cansada dos aumentos nas mensalidades das plataformas, tem buscado refúgio em catálogos gratuitos com anúncios. Dados recentes da consultoria Nielsen ilustram o fenômeno: apenas em abril de 2026, os três maiores serviços de streaming gratuitos dominaram 18,7% do tempo que os norte-americanos passaram assistindo à televisão — esse índice era de 12,7% em abril de 2024.O YouTube ainda domina esse segmento, mas agregadores de filmes e séries, como Tubi e The Roku Channel, vêm roubando uma fatia da atenção. O mercado sustentado por anúncios se tornou tão promissor para a indústria que a Fox, atual controladora do Tubi, comprou a Roku em uma negociação bilionária.Caso de fato ofereça uma biblioteca gratuita, o Disney+ teria um diferencial em relação aos principais concorrentes. As rivais Apple TV+ e Paramount+, por exemplo, costumam liberar episódios de estreia para não assinantes, mas ainda não disponibilizam um catálogo aberto que incentive o usuário a voltar com frequência.Atualmente, os preços de assinatura são os seguintes: Disney+ com Anúncios: R$ 29,90 por mês;Disney+ Padrão: R$ 49,90 por mês/R$ 407,90 por ano;Disney+ Premium: R$ 69,90 por mês/R$ 587,90 por ano.Disney+ com vídeos no estilo TikTokA Disney+ também está reformulando seu aplicativo para tentar prender o usuário dentro do app. A tática envolve explorar tendências das redes sociais, como vídeos curtos na vertical, podcasts em vídeo e os chamados microdramas, seriados com episódios de curta duração pensados para a tela do celular.A Netflix também está ajustando sua vitrine para não ficar para trás e passará a apresentar vídeos com duração entre 3 e 20 minutos em seu catálogo.Disney+ pode lançar plano de streaming gratuito