Caso de irmão de Virginia: defesa de vítima diz que verdade prevaleceu

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Após a condenação de William Pimenta Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, pelo crime de importunação sexual, a defesa de Lilly Martins divulgou uma nota pública na qual afirma que a decisão representa um avanço na busca por Justiça.Assinado pelo advogado Luciano Alves Lavinas, o comunicado destaca a trajetória enfrentada pela vítima desde a denúncia e ressalta que o processo, que corre em segredo de Justiça, teve um desfecho favorável à sua versão dos fatos. Leia também Fábia OliveiraVítima do irmão de Virginia desabafa e diz que nunca buscou dinheiro Fábia OliveiraVítima lamenta pena de irmão de Virginia após condenação: “Triste” Fábia OliveiraMãe de Virginia fala em “dificuldades” após condenação do filho CelebridadesApós condenação, irmão de Virginia diz: “O importunado foi eu” O que diz a notaNa manifestação, a defesa afirma que Lilly enfrentou não apenas o que chamou de agressor, mas também a exposição pública, os ataques nas redes sociais e o desgaste emocional provocado ao longo dos últimos anos.O advogado ainda sustenta que a condenação reforça a importância de denunciar casos de violência e afirma que ninguém está acima da lei, independentemente de poder ou influência.A nota também ressalta que a decisão ainda pode ser alvo de recurso, mas defende que os fatos já foram reconhecidos pela Justiça.Segundo o texto, a condenação representa uma mensagem de incentivo para que outras mulheres denunciem situações de violência e busquem seus direitos.Leia a nota na íntegra“A luta de Lilly Martins por justiça nunca foi solitária. É de cada um de nós. Nesta semana, ela escreveu mais um capítulo de sua longa batalha que começou com um ato de coragem. A coragem de denunciar. A coragem de enfrentar não apenas o agressor, mas os haters, a exposição, o julgamento público e a dor que nunca cessou: a dor do ato em si, a de revivê-lo a cada etapa do processo e a que se renova ao ver essa história exposta novamente.Lilly nunca se submeteu. Nunca se calou. O caso, que corre em segredo de justiça, teve um importante avanço e a verdade prevaleceu. Com sua resiliência inabalável, ela mostrou a milhares de mulheres que nenhuma violência deve ser tolerada. Que é possível ir até o fim. Que a Justiça, mesmo tardia, não se dobra, não se rende, não se curva ao poder.Mas o caminho foi longo e doloroso. Quem buscou a Justiça para proteger sua dignidade viu-se questionada, exposta, desacreditada, realidade de tantas mulheres no Brasil. Denunciar é apenas o primeiro passo de uma jornada que exige amparo jurídico, psicológico e institucional.A decisão ainda pode ser contestada, é verdade. Mas os fatos já estão decididos, já estão consolidados. Foi o que aconteceu aqui: os fatos falaram mais alto do que o poder. Ficou provado que não existem pessoas acima da lei. A lei é uma só para todos.O ordenamento jurídico pátrio tutela a mulher em situação de violência, seja no âmbito doméstico e familiar, seja na proteção contra a vitimização que ocorre dentro do próprio processo. Os protocolos de julgamento com perspectiva de gênero orientam juízes a julgar sem preconceitos, valorizando a palavra da vítima. Sozinhos, esses instrumentos não bastam. Mas, quando provocados pela coragem de quem denuncia, fazem a diferença entre a impunidade e a Justiça.Lilly prova que a Justiça, mesmo tardia, prevalece. Que a coragem de uma mulher pode abrir caminho para muitas outras. Sua história não é apenas um exemplo, é um chamado. Não se calem. Não se submetam. A luta de uma é a luta de todos.”3 imagensFechar modal.1 de 3Virginia Fonseca posa com o irmãoInstagram/Reprodução2 de 3William Pimenta Gusmão, irmão de Virginia FonsecaReprodução/Instagram @williampgus3 de 3William Pimenta Gusmão, irmão de Virginia FonsecaReprodução/Instagram @williampgusO relato de Lily MartinsEm um vídeo exclusivo enviado à coluna Fábia Oliveira, Lilly Martins também comentou a repercussão da decisão judicial.A influenciadora lamentou que muitas pessoas estejam mais interessadas em uma eventual indenização do que nos impactos emocionais que enfrentou desde o início do processo.“Nesses três anos eu lutei por justiça. Eu lutei que a justiça fosse feita, que ele pagasse pelo crime que ele me causou. Apenas. Eu nunca cheguei na Justiça pedindo dinheiro. Eu nunca cheguei na Justiça falando ‘eu quero tanto por indenização’. Não. Eu cheguei na Justiça falando: ‘Eu quero justiça, que ele pague pelo que ele me fez’. Ponto final”, afirmou.Lilly ainda reforçou que qualquer discussão sobre compensação financeira cabe aos advogados e ao Judiciário, destacando que seu objetivo sempre foi o reconhecimento da responsabilidade criminal. Segundo ela, espera que sua história encoraje outras vítimas a denunciarem casos semelhantes e confiem na atuação da Justiça.Entenda o casoLilly denunciou à Polícia Civil que foi importunada sexualmente pelo irmão de Virginia, William Pimenta Gusmão, enquanto estava em uma festa em 2023, em Jussara, no noroeste de Goiás.Na época, ela relatou que a importunação aconteceu quando pediu para tirar uma foto com o homem, momento em que ele enfiou a mão na calça dela.O irmão da influenciadora Virginia Fonseca foi condenado pelo crime de importunação sexual contra Lilly Martins.No início, William chegou a ser absolvido, mas após recurso, foi condenado por uma decisão unânime da 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás.