O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, disse que a cobrança de imposto no destino, um dos pilares da Reforma Tributária, “vai aflorar a informalidade”. A declaração foi dada durante palestra no evento Agenda Tributária Brasil, no Lago Sul, na quarta-feira (8/7).“Agora com o imposto no destino, você vai pagar a alíquota cheia na hora de comprar e vai se deparar com alíquotas de 30%, 35%, 40%, conforme o produto. O deputado falou: ‘Isso vai aflorar a sonegação’. Não. Vai aflorar a informalidade mesmo. A gente que tem negócio, tem empresa, sabe o quanto é difícil concorrer com o mercado informal”, afirmou Valdivino de Oliveira.Segundo o gestor, “o mercado informal é pequeno, mas a soma de milhares de informais dá o negócio de muitas empresas grandes”.O secretário de Economia do DF defendeu a modificação de itens negativos para o sistema de arrecadação. “É isso que nós temos que ter cuidado com a reforma: temos que achar mecanismo para eliminar pontos negativos”, declarou.A Reforma Tributária substituiu PIS, Cofins, ICMS e ISS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), além de criar o Imposto Seletivo (IS). O novo sistema adota a tributação no destino — onde ocorre o consumo — para reduzir distorções entre as unidades da Federação.