FIIs de shoppings ganham espaço nas recomendações na virada do semestre; veja lista

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Os fundos imobiliários encerram o primeiro semestre de 2026 com uma nova queda mensal de 1,21% em junho, uma das piores performances mensais em um ano, pressionado pela abertura da curva de juros longos e pela aproximação do calendário eleitoral. Com o resultado, o índice virou para queda de 1,21% no ano, mesmo depois de um começo de 2026 forte.No pano de fundo macro, o Copom cortou a Selic para 14,25%, mas sinalizou que o balanço de riscos inflacionários segue assimétrico para cima, o que reduz o espaço para novos cortes e mantém a pressão sobre os fundos de tijolo. Diante de juros de dois dígitos por um horizonte mais longo, casas como o Santander passam a recomendar um portfólio mais equilibrado, com metade em tijolo e metade em papel para o segundo semestre.As carteiras recomendadas acompanhadas pelo InfoMoney mostram mais uma vez o segmento de logística no topo, com um reforço dos shoppings na lista. A novidade fica por conta do XP Malls (XPML11), que entra no grupo dos mais recomendados para a virada do semestre.Fundo (ticker)SegmentoNº de recomendaçõesRetorno no anoDY 12 meses (%)*Vinci Logística (VILG11)Logística6-1,1510,63Bresco Logística (BRCO11)Logística5+1,869,87HSI Malls (HSML11)Shopping5-3,089,75Kinea Rendimentos (KNCR11)Recebíveis4+7,0313,82Mauá Capital Recebíveis (MCCI11)Recebíveis4+9,9313,33VBI Prime Properties (PVBI11)Lajes corporativas4-7,777,02TRX Real Estate (TRXF11)Híbrido4-0,4411,51XP Malls (XPML11)Shopping4+1,7410,60IFIX––+1,46Leia tambémDividendos de ações podem quadruplicar retorno; e nos FIIs? Reinvestimento ajuda?Levantamento com MXRF11, HGLG11, KNCR11 e XPML11 mostra que a reaplicação dos proventos amplia o patrimônio; especialistas explicam por que o efeito é diferente do observado nas açõesVinci Logística (VILG11)O fundo de galpões logísticos lidera o ranking de julho com seis indicações. A Genial Investimentos ressalta o portfólio de cerca de 390 mil metros quadrados distribuídos por sete estados, com mais de 60 locatários, entre eles Tok&Stok, Ambev e Netshoes, além da vacância resiliente de apenas 2% e do desconto frente ao valor patrimonial, com P/VP de 0,91.O BTG Pactual destaca a carteira pulverizada de inquilinos, a exposição ao comércio eletrônico e os contratos típicos com potencial de revisão de aluguéis. Para o Santander Brasil, o fundo segue como preferência no segmento logístico, com imóveis de qualidade, taxa de ocupação acima de 95% e boa capacidade de manter a distribuição de rendimentos. Na Empiricus Research, a logística permanece como a principal convicção do setor.Bresco Logística (BRCO11)Com cinco indicações, o Bresco Logística aparece na carteira do Santander Brasil destacado com um portfólio diversificado de 14 galpões logísticos de alto padrão, classificados como AAA e AA, e a boa localização dos ativos como diferenciais.O BTG Pactual ressalta a alta exposição ao estado de São Paulo, com imóveis de altíssimo padrão, e destaca os contratos atípicos, que trazem previsibilidade à receita, além do potencial de geração de valor com expansões. A tese se apoia na combinação entre a qualidade dos ativos e a previsibilidade dos contratos, o que sustenta a expectativa de rendimentos estáveis mesmo em um cenário de juros elevados.HSI Malls (HSML11)O fundo de shoppings está em cinco carteiras. O BTG Pactual destaca os imóveis localizados em regiões maduras e resilientes, o baixo nível de inadimplência e a participação majoritária nos ativos, que amplia a capacidade de captura de ganhos operacionais.Para a XP Investimentos, a tese se apoia na gestão especializada e nos fundamentos operacionais sólidos do portfólio. As casas veem ainda espaço para ganhos adicionais com a eventual venda de ativos, o que pode reforçar a distribuição de rendimentos ao longo do segundo semestre.Kinea Rendimentos (KNCR11)O primeiro dos fundos de recebíveis da lista soma quatro indicações e foi um dos nomes que ganhou peso na carteira do Santander em julho. O banco reforça a preferência por crédito imobiliário diante da perspectiva de juros altos por mais tempo, cenário que favorece os fundos com carteiras indexadas ao CDI.O BTG Pactual destaca a relevância do fundo no segmento de recebíveis, a elevada liquidez e a estratégia voltada ao carrego dos ativos até o vencimento. A XP Investimentos ressalta a menor volatilidade em relação aos pares, característica que dá previsibilidade à distribuição de proventos.Leia também: ‘Dividendos gordos’ movimentam calendário de julho dos FIIs; veja valor e quem pagaMauá Capital Recebíveis (MCCI11)Também com quatro indicações, o fundo reúne uma carteira de CRIs indexados majoritariamente à inflação. A XP Investimentos aponta o carrego atrativo, com rentabilidade implícita de IPCA mais 9,7% ao ano, e um dividend yield anualizado próximo de 12,7%.O BTG Pactual ressalta a capacidade de estruturação e originação própria da gestão, a exposição a setores defensivos e as garantias localizadas em regiões resilientes, fatores que reforçam a qualidade da carteira e a previsibilidade dos rendimentos.VBI Prime Properties (PVBI11)Único fundo de lajes corporativas entre os mais indicados, o PVBI11 reúne ativos premium em São Paulo, com boa parte na região da Faria Lima, e a tese se apoia na qualidade dos imóveis e no bom perfil de crédito dos inquilinos.O BTG Pactual considera esse um dos portfólios de lajes corporativas de maior qualidade entre os FIIs, com potencial de ganhos por meio da venda de ativos. O dividend yield, próximo de 6,6%, é mais baixo do que o dos pares por refletir um perfil de retorno mais voltado à valorização das cotas do que à distribuição corrente.TRX Real Estate (TRXF11)O fundo híbrido soma quatro indicações, com portfólio que combina imóveis de renda urbana e varejo, com predominância de contratos atípicos e de longo prazo, o que dá previsibilidade à receita. O BTG Pactual destaca a exposição a algumas das principais empresas do setor e o potencial de venda de imóveis.O BB Investimentos ressalta o intenso ritmo de reciclagem de ativos, com aquisições recentes e vendas de imóveis que sustentam o guidance de distribuição de cerca de R$ 0,93 por cota até o fim do ano, além de um provento extraordinário de R$ 1,50 por cota anunciado em junho.XP Malls (XPML11)A novidade do mês entre os mais recomendados, o XP Malls ganhou espaço no BB Investimentos, que considera o fundo de shoppings uma opção mais líquida e diversificada dentro do segmento, com desconto pouco habitual frente ao valor patrimonial.O Itaú BBA pondera que o fundo revisou o guidance de distribuição para o próximo semestre, para a faixa de R$ 0,83 a R$ 0,92 por cota, em um contexto de redução do resultado acumulado ainda não distribuído e de nível relevante de alavancagem. Mesmo assim, o ativo segue entre as preferências das casas para o setor de shoppings.Leia também: Por que FIIs pagam dividendos maiores na virada do semestre? Veja motivosThe post FIIs de shoppings ganham espaço nas recomendações na virada do semestre; veja lista appeared first on InfoMoney.