A responsabilidade pela mais recente escalada das hostilidades é dos Estados Unidos, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Irã em um novo comunicado, nesta quarta-feira (8), no qual também acusa Washington de “quebrar acordos”.Segundo o governo iraniano, os ataques dos Estados Unidos ao sul do Irã, a decisão de restabelecer sanções ao petróleo iraniano e os combates em curso no Líbano “tornaram ineficazes partes importantes e fundamentais” do acordo para encerrar a guerra.Os Estados Unidos afirmaram que os ataques realizados na madrugada desta quarta-feira, assim como as sanções, foram uma “punição” pelos recentes ataques iranianos contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Preços do petróleo disparam após novos ataques e sanções dos EUA ao Irã Trump se reuniu com assessores na Turquia antes de ordenar ataques ao Irã "Não vamos ceder", diz negociador do Irã após trocas de ataques com EUA A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um de seus integrantes foi morto por “drones inimigos” nesta quarta-feira, segundo a mídia estatal iraniana.No Bahrein, as sirenes voltaram a soar pela terceira vez nas últimas horas. O Ministério do Interior do país voltou a orientar os moradores a se dirigirem ao abrigo mais próximo. O alerta foi emitido depois que a emissora estatal iraniana IRIB informou, nesta manhã, que uma nova onda de mísseis seguia em direção ao país do Golfo.Mais cedo, a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) e o Exército iraniano afirmaram ter lançado mísseis e drones contra 85 instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait. Até o momento, não há relatos confirmados de danos.A Guarda Revolucionária atua separadamente das demais Forças Armadas iranianas e possui Exército, Marinha, Força Aérea, serviços de inteligência e unidades de forças especiais próprios. Sua missão é preservar a República Islâmica e ela responde diretamente ao líder supremo do Irã.*com informações da CNN e da ReutersPesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro