O pastor Silas Malafaia saiu em defesa do líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL- RJ), nesta segunda-feira (6/7), após o avanço das investigações da Polícia Federal (PF) que apuram um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar.Em vídeo, o líder religioso negou as suspeitas contra o parlamentar e fez ataques ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, chamando-o de “comunista do pior ramo”.Malafaia classificou como “safadeza” as acusações envolvendo o aluguel de um veículo custeado com verba parlamentar e afirmou que o contrato existia e que o carro era efetivamente utilizado por Sóstenes.“Outra, eu andei nesse Corolla várias vezes quando eu vou a Brasília e pego carona com Sóstenes para ir ao Congresso Nacional. Teve um acidente desse carro com Sóstenes, está registrado na polícia”, afirmou.Sobre os R$ 468,7 mil apreendidos em espécie com o deputado, Malafaia sustentou que os recursos tiveram origem na venda de um imóvel. Segundo ele, Sóstenes adquiriu a casa em 2023, declarou o bem no Imposto de Renda e a colocou à venda em março de 2025.Como não encontrou comprador, afirmou que o imóvel foi vendido posteriormente a um pecuarista e advogado por R$ 500 mil em dinheiro.O pastor também rebateu a informação de que o registro da transferência do imóvel teria ocorrido apenas após a apreensão do dinheiro. “Quem compra que faz o registro, e foi feito dentro do ano”, disse.4 imagensFechar modal.1 de 4O pastor Silas Malafaia nega intenção de se candidatura em 2026Matheus Veloso/Metrópoles2 de 4Líder do PL na Câmara, Sóstenes CavalcanteIgo Estrela/Metrópoles. @igoestrela3 de 4O pastor Silas MalafaiaIsabella Finholdt/Especial Metrópoles4 de 4Deputado Sóstenes CavalcanteHUGO BARRETO/METRÓPOLES@hugobarretophotoAo comentar o rastreamento da origem do dinheiro pela PF, Malafaia afirmou que o deputado não conhece os advogados apontados pela investigação e desafiou a corporação a quebrar os sigilos telefônicos dos envolvidos para verificar se houve contato entre eles.Em seguida, direcionou críticas ao ministro Flávio Dino, relator do caso no STF, a quem atribuiu a condução da investigação.“Quem é que está comandando esse inquérito? É aqui que começa a trama. O comunista Flávio Dino”, declarou. Em outro trecho, afirmou que Dino seria “comunista do pior ramo que tem, o leninista”.InvestigaçãoA manifestação ocorre após a Polícia Federal informar ao STF que rastreou a origem dos R$ 468,7 mil apreendidos com Sóstenes Cavalcante até dois irmãos advogados, investigados por movimentar mais de R$ 15 milhões em saques em espécie.Segundo a corporação, o dinheiro teria passado por empresas do mesmo grupo antes dos saques, em uma dinâmica que buscaria dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos.A investigação integra a terceira fase da Operação Rent a Car, que apura um suposto esquema de desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) por meio da locação de veículos.Embora Sóstenes não tenha sido alvo desta etapa da operação, a PF questiona a versão apresentada pelo deputado para justificar a origem do dinheiro apreendido e aponta inconsistências na suposta venda do imóvel.