Itaú entra em grupo de 17 bancos que vão testar pagamentos internacionais tokenizados da Swift

Wait 5 sec.

O Itaú Unibanco está entre os 17 bancos globais que vão testar transações internacionais com depósitos tokenizados em uma nova infraestrutura blockchain da Swift, cooperativa responsável por uma das principais redes de mensagens financeiras do mundo.A Swift anunciou que seu livro-razão baseado em blockchain está pronto para uso inicial e será testado por bancos de seis continentes. A proposta é permitir pagamentos internacionais 24 horas por dia, sete dias por semana, usando depósitos tokenizados emitidos por bancos, antes da liquidação final pelos sistemas tradicionais.Além do Itaú, participam do piloto bancos como Citi, HSBC, BNP Paribas, BNY, DBS, Standard Chartered, UBS, Wells Fargo, MUFG, Lloyds Bank e ANZ. A presença do banco brasileiro coloca uma instituição do país em um dos principais testes globais de uso de blockchain para pagamentos transfronteiriços dentro do sistema financeiro regulado.Segundo a Swift, a nova infraestrutura funciona como uma camada de orquestração para depósitos tokenizados emitidos pelos próprios bancos em seus livros internos. Na prática, ela busca permitir que instituições financeiras movimentem recursos para clientes em horários nos quais os sistemas tradicionais normalmente têm limitações, como noites e fins de semana, sem abrir mão de padrões de compliance, risco, crédito e controles já usados no mercado financeiro.O projeto saiu da fase conceitual para a ativação em nove meses. A Swift afirma que o ledger será usado inicialmente de forma controlada e poderá ganhar novas funcionalidades com o tempo, abrindo caminho para aplicações como dinheiro programável e comércio com agentes de inteligência artificial.Thierry Chilosi, diretor de negócios da Swift, afirmou que a nova capacidade leva “a confiança e a estabilidade das finanças estabelecidas” para a fronteira do dinheiro digital. Segundo ele, o objetivo é permitir que valores tokenizados circulem entre países com mais velocidade e flexibilidade, mantendo resiliência, segurança e conformidade regulatória.A iniciativa reforça uma disputa crescente para definir qual infraestrutura será usada na próxima fase dos pagamentos globais. Bancos, redes de pagamento, empresas de tecnologia e companhias cripto têm acelerado projetos com stablecoins, depósitos tokenizados e ativos digitais, em busca de liquidação mais rápida, redução de custos e maior eficiência no uso de liquidez.Hoje, a Swift já afirma que 75% dos pagamentos em sua rede chegam aos bancos beneficiários em até dez minutos, muitas vezes em segundos. Com o novo ledger, a cooperativa tenta preservar seu papel central no sistema financeiro internacional em um momento em que stablecoins e redes blockchain passam a disputar parte dos fluxos de pagamentos internacionais.OpenUSD também teve Itaú e BradescoA presença do Itaú no piloto da Swift ocorre pouco depois de outro movimento envolvendo bancos brasileiros no mercado de dinheiro digital. No fim de junho, Itaú e Bradesco apareceram entre as mais de 140 empresas participantes da Open Standard, iniciativa que lançou a Open USD, uma stablecoin em dólar com apoio de nomes como Visa, Mastercard, Coinbase, BlackRock, Stripe e Mercado Libre.A Open USD, que usará o ticker OUSD, foi apresentada como uma infraestrutura compartilhada para pagamentos digitais. A proposta é permitir emissão e resgate sem taxas e distribuir aos participantes a maior parte da receita gerada pelas reservas da stablecoin, modelo que pressiona emissores tradicionais como Circle e Tether.Os dois movimentos mostram que bancos brasileiros começam a aparecer em consórcios globais ligados à digitalização do dinheiro, ainda que por caminhos diferentes.No caso da Swift, o foco está em depósitos tokenizados emitidos por bancos dentro de uma infraestrutura financeira tradicional. No OpenUSD, a proposta gira em torno de uma stablecoin em dólar criada por uma rede ampla de empresas de pagamentos, tecnologia, bancos e cripto.Procurando uma alternativa para aumentar seus ganhos? A Renda Fixa Digital do MB é a solução: até 18% de ganho ao ano, risco controlado e a segurança que seu dinheiro merece. Conheça agora!O post Itaú entra em grupo de 17 bancos que vão testar pagamentos internacionais tokenizados da Swift apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.