Veículos que fizeram parte de uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura de Camalaú foram levados a leilão judicial pela Comarca de Monteiro. Entre os bens estão uma caminhonete Nissan Frontier e um caminhão, que foram alvo de medidas patrimoniais determinadas pela Justiça durante o andamento do processo.De acordo com os autos, há indícios de que os veículos pertenciam ao então prefeito de Camalaú, Alecsandro Bezerra dos Santos, conhecido como Sandro Môco, embora estivessem registrados em nome de terceiros e fossem contratados pela própria Prefeitura por meio de contratos de locação, situação que, em tese, configuraria conflito de interesses e afronta aos princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública.As investigações apontaram que o então gestor teria obtido vantagem econômica com contratos firmados com o município que administrava. Conforme o processo, a quebra do sigilo bancário revelou movimentações financeiras consideradas relevantes para a investigação, incluindo depósitos relacionados à aquisição da caminhonete.As irregularidades apuradas resultaram em medidas judiciais, entre elas o afastamento cautelar de Sandro Môco do cargo de prefeito, além da constrição dos bens vinculados ao processo.Em cumprimento às decisões da Justiça, a Nissan Frontier e o caminhão foram levados a leilão judicial na Comarca de Monteiro, representando mais um desdobramento do caso.O episódio é considerado um dos mais emblemáticos da história política recente de Camalaú e evidencia as consequências judiciais e patrimoniais decorrentes de investigações sobre supostos atos de corrupção e improbidade administrativa. O processo reforça, ainda, a importância da fiscalização e do controle na aplicação dos recursos públicos.O post Veículos ligados a suposto esquema de corrupção em Camalaú são leiloados pela Justiça apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.