Com a combinação de um balanço patrimonial ‘sólido’ e perspectivas de crescimento, o Bank of America (BofA) iniciou a cobertura das ações de Bradsaúde (SAUD3) nesta terça-feira (15) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19. O preço-alvo projetado implica em um potencial de valorização de 26,5% sobre o preço de fechamento anterior. Em relatório, os analistas Flávio Yoshida. Mirela Oliveira e Eyzo Kuroki destacam que a Bradsaude oferece uma combinação de crescimento sustentável para os beneficiários, controle superior sobre a taxa de juros de mercado e alocação de capital disciplinada – o que sustenta a visão otimista. Esses fatores, segundo a equipe, apoiados por vantagens competitivas, que devem se tornar cada vez mais relevantes à medida que o setor se consolida, sustentam o crescimento dos lucros e retornos atrativos sobre o capital ao longo do tempo.“A empresa combina negócios operacionais e participações acionárias estratégicas em seguros de saúde e odontológicos, diagnósticos, hospitais e tecnologia da saúde, permitindo que ela se beneficie de múltiplas etapas da cadeia de valor da saúde, preservando a flexibilidade de uma operadora não verticalizada”, avaliam os analistas. “Essa estrutura aumenta o poder de negociação com os fornecedores, melhora a gestão de custos e contribui para uma composição de receita mais diversificada e resiliente”, acrescentaram. Mais espaço para valorização Para os analistas do BofA, o atual valuation não reflete o potencial de valorização das ações, a dinâmica de sinistralidade (MLR, na sigla em inglês) ou a possibilidade de maiores distribuiçoes aos acionistas ao longo do tempo. No acumulado de 2026, SAUD3 acumula alta de 31,2%. O banco destaca que o MLR está abaixo dos níveis pré-pandemia, devido a fatores em queda a Bradsaude se destaca como clientes com coparticipação, que representam cerca de 67% da base de clientes. Os analistas também chamam a atenção para o ganho de participação de mercado nos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina, com espaço para crescer onde a Unimed é forte. Essa tendência, segundo os analistas, é reforçada pelo segmento de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e o pipeline de eleitos hospitalares da Atlantica, que impulsiona a penetração de seguros em ‘regiões carentes’. Além disso, o BofA avalia que o balanço patromonial ‘sólido’ é sustentado por reservas conservadoras. “As reservas IBNR (Independent Banks and Reservoir) atingiram cerca de 48% das solicitações de pagamento anuais em 2025, o maior índice do setor, após uma postura conservadora inicial em 2020 que agora suaviza a volatilidade da taxa de juros mínima e retarda a deterioração da margem em comparação com seus concorrentes”, afirmaram.