Os índices europeus terminaram o pregão em queda nesta terça-feira (15), pressionadas por bancos e pela aversão a risco diante do petróleo e dos juros longos elevados.O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,28%, aos 634,18 pontos, no menor nível desde 12 de junho. Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com baixa de 0,34%, aos 8.090,28 pontos; o DAX, de Frankfurt, encerrou o dia com queda de 0,15%, aos 25.402,28 pontos e; o índice FTSE 100, de Londres, recuou 0,37%, aos 10.658,13pontos. O que movimentou a Europa hoje? As tensões no Oriente Médio e preocupações sobre a oferta de petróleo voltaram a impulsionar o preço do barril da commodity para o nível acima de US$ 100.Os rendimentos dos títulos globais voltaram a bater máximas históricas na véspera da decisão de política monetária nos EUA, injetando mais aversão a risco nos mercados. Os rendimentos de referência da zona do euro, por exemplo, subiram para máximas de 17 anos.No cenário doméstico, os investidores repercutiram dados. O desemprego britânico ficou em 4,9% nos três meses até julho, enquanto salários sem bônus cresceram 3,5%. Na zona do euro, o superávit comercial ajustado subiu a 5 bilhões de euros em julho. Já o índice ZEW de expectativas da Alemanha avançou a 34,7 em setembro, abaixo do esperado.Os bancos estiveram entre as principais pressões, apesar de conseguirem recuperar parte das perdas ao longo do pregão. UBS recuou 3,4%, Deutsche Bank cedeu 2,4%, Société Générale caiu 0,9% e UniCredit perdeu 2,2%. Richard Hunter, da Interactive Investor, disse que juros mais altos e condições econômicas mais difíceis podem elevar os calotes de clientes. Em Frankfurt, Deutz (-2,4%), Lanxess (-2,6%) e DWS (-3,1%) recuaram.No setor de energia, o petróleo sustentou Repsol (+3,1%) e Eni (+1,8%). Entre semicondutores, ASML (-0,7%) e ASM International (-1,2%) recuaram, mas reduziram perdas ao logo da sessão, enquanto Infineon subiu 0,5%.Além disso, o grupo de cosméticos L’Oréal ultrapassou a LVMH, proprietária da Louis Vuitton, tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da França, enquanto os grupos de luxo continuam sob pressão devido à desaceleração nas vendas e aos lucros fracos.É a primeira vez desde 2017 que uma empresa não pertencente ao setor de luxo ocupa o primeiro lugar no mercado de Paris no fechamento do pregão.*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters