Pense em esqueletos de dinossauros e fósseis abrigados dentro de palácios históricos. Assim costumam ser os museus de história natural mais famosos do mundo, sobretudo na Europa. O Museu Húngaro de História Natural, porém, não seguiu tal cartilha e ganhou destaque justamente por ser uma espécie de “museu vivo” – com madeira e telhado coberto por espécies nativas.Em Debrecen, segunda maior cidade da Hungria, o museu de 23 mil m² será situado em uma grande área florestal que hoje abriga um estádio, além de outras infraestruturas de lazer. Ali, três faixas ajardinadas sobrepostas vão emergir do solo da floresta para formar um novo destino para exposições, educação e pesquisa. Concebido como uma colina artificial em uma clareira na floresta, o edifício integra salas de exposições, espaços de aprendizagem e instalações públicas em uma estrutura de madeira maciça parcialmente embutida na paisagem e revestida com madeira de origem local.Os dinossauros estão lá, mas a estrutura interna e externa em nada lembra um museu histórico comum. Isso porque, segundo os próprios desenvolvedores, o projeto é baseado no diálogo entre o espaço construído e a natureza. Conscientes de que qualquer construção inevitavelmente acarreta impactos ambientais, o museu foi projetado “com uma abordagem responsável e visando deixar o local em melhores condições do que o encontrou”.O telhado, coberto com espécies vegetais nativas, amplia naturalmente a cobertura da floresta, incentivando o retorno da flora e da fauna. Juntos, os jardins internos e externos somam uma área de 14 mil m².Um lugar onde a ciência encontra o público. Foto: Bjarke Ingels Group Leia também: 1.3 museus para conhecer a Amazônia 2.Museu das Culturas Indígenas celebra quatro anos Situado em uma zona de transição entre o ambiente construído e a natureza, a instituição não apenas exibe a história natural, mas também contribui para sua preservação. Trata-se de “um edifício que comprova que a arquitetura pode, simultaneamente, servir como elemento da paisagem cultural e como ferramenta para a restauração ecológica”, segundo apontam os responsáveis.No projeto do edifício ainda é possível verificar um espaço dedicado à geração de energia solar. A ideia é que a produção energética supra parte das necessidades locais.Foto: Bjarke Ingels GroupO Museu Húngaro de História Natural em Debrecen foi duplamente premiado na 14ª edição do Architizer A+Awards, recebendo tanto o prêmio do Júri na categoria Paisagem Não Construída quanto o prêmio de Escolha Popular. O A+Awards reconhece projetos arquitetônicos que exemplificam excelência em design, inovação e impacto em ambientes construídos e não construídos.Escolhido por concurso, o projeto vencedor tem o renomado escritório de arquitetura Bjarke Ingels Group no desenvolvimento do edifício. Além de ser um edifício tecnicamente único e sustentável, equipado com tecnologias de ponta, o museu abrigará mais de 12 milhões de objetos do acervo. Não há informações sobre a previsão de inauguração.O museu foi projetado com uma abordagem responsável e focada na sustentabilidade. Foto: Bjarke Ingels GroupFoto: Bjarke Ingels GrouFoto: Bjarke Ingels GroupFoto: Bjarke Ingels GroupFoto: Bjarke Ingels Group Leia também: 1.Museu totalmente integrado à paisagem é projetado na China 2.Museu de História Natural de Xangai é construído com soluções sustentáveis The post Museu na Hungria terá 14 mil m² de jardins appeared first on CicloVivo.