O STF (Supremo Tribunal Federal) montou uma operação especial de segurança para a sessão extraordinária desta terça-feira (15), que analisará o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.A sessão está marcada para as 10h e será transmitida pela TV Justiça e pelo canal do tribunal no YouTube. O acesso ao plenário, no entanto, será rigorosamente controlado.Somente pessoas que confirmaram previamente a inscrição com o Cerimonial do STF poderão acompanhar o julgamento no local. A entrada será feita exclusivamente pelos pontos indicados pela Polícia Judicial. Todos passarão por portais detectores de metais e equipamentos de raio X.Os celulares também ficarão sob controle. Na entrada do plenário, os aparelhos deverão ser desligados e colocados em sacolas de segurança lacradas. O rompimento do lacre durante a sessão poderá resultar na retirada do responsável.O planejamento reúne a Polícia Judicial do STF, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e outros órgãos.A operação prevê compartilhamento de informações de inteligência, avaliação conjunta de riscos, distribuição de efetivos, revistas e bloqueios. Também haverá restrições no espaço aéreo e monitoramento de drones. Vias da Esplanada dos Ministérios serão fechadas na altura da Praça das Bandeiras.O reforço ocorre depois de semanas de decisões conflitantes, cancelamentos de sessões e troca de acusações entre ministros. Edson Fachin convocou o plenário após intervir na crise envolvendo Moraes, André Mendonça e o comando da Polícia Federal.Nesta segunda-feira (14), Mendonça retirou o sigilo de informações sobre pagamentos ligados a Vorcaro, atendendo a uma solicitação de Fachin. A PF também entregou a Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin cópias integrais do conteúdo extraído do celular do ex-banqueiro.A sessão deverá decidir se o relatório da PF pode sustentar uma investigação formal contra Moraes ou se o procedimento deve ser anulado, como pediu a Procuradoria-Geral da República. Nos bastidores, o esquema de segurança é visto como reflexo da tensão e da imprevisibilidade do julgamento.