Os Estados Unidos confirmaram, nesta segunda-feira (14/9), que mantêm armas em órbita da Terra. A informação foi anunciada pelo secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, durante uma conferência sobre defesa em National Harbor, no estado de Maryland.Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, esta é a primeira vez que um funcionário do governo dos EUA reconhece publicamente que o país tem uma arma baseada no espaço. Meink afirmou que a Força Espacial americana já conta com “armas de controle espacial” em órbita, capazes de defender as forças do país contra ações hostis de adversários.A confirmação ocorre em meio ao aumento da preocupação de Washington com as capacidades militares de China e Rússia no espaço. Os dois países são apontados pelos EUA como responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias capazes de ameaçar satélites e outros sistemas utilizados pelas Forças Armadas americanas. Leia também MundoDonald Trump descarta atacar o Irã com armas nucleares MundoOriente Médio: Trump diz que Irã concordou em não ter armas nucleares MundoTrump diz que Irã vai abdicar de armas nucleares MundoChefe do Pentágono pressiona Irã a aceitar acordo com proibição de arma nuclear O secretário, no entanto, não informou qual é o tipo de armamento, quantas unidades estão em órbita ou quando elas foram lançadas. Ele também não explicou se os equipamentos são capazes de destruir outros satélites ou se atuam por meio de interferência eletrônica.Um funcionário do governo ouvido pelo jornal sob condição de anonimato afirmou que a chamada capacidade de “controle espacial” poderia incluir a possibilidade de neutralizar um satélite inimigo caso ele esteja sendo usado para atacar tropas ou equipamentos norte-americanos.A expressão “controle espacial” é utilizada pelas Forças Armadas dos EUA para designar operações destinadas a proteger sistemas americanos e, em determinadas circunstâncias, interferir nas capacidades espaciais de adversários. Essas ações podem envolver métodos físicos ou não cinéticos, como ataques eletrônicos e interferência em sinais