A JBS criou a Genu-in Solutions, nova frente da JBS Novos Negócios voltada ao desenvolvimento de alimentos e bebidas com proteínas. A operação atenderá outras empresas no mercado B2B e poderá participar de diferentes etapas do projeto, da formulação e fornecimento de ingredientes à avaliação regulatória, produção, comunicação e logística.A nova frente amplia a atuação da Genu-in, empresa especializada em peptídeos de colágeno e gelatina, para além do fornecimento de ingredientes e do suporte técnico. A companhia já desenvolve aplicações em categorias como requeijão, iogurtes, snacks, barras, refeições prontas, águas proteicas e cervejas sem álcool.A estratégia acompanha o avanço da demanda por produtos associados a saúde, bem-estar e conveniência. Segundo a Grand View Research, o mercado global de proteínas deve alcançar US$ 101,62 bilhões em 2030, com crescimento médio anual de 6,2%. Para a JBS, a expansão das aplicações abre espaço para atuar em categorias que não estão diretamente ligadas à carne, aproveitando o conhecimento acumulado pela companhia em proteínas e desenvolvimento de ingredientes. Leia Mais JBS vê espaço para ampliar negócios com frango e peixe na Inglaterra Guabi investe em cinco fábricas de nutrição animal no Brasil Alfama investe R$ 60 milhões e amplia atuação em mercado de proteínas Uma das primeiras soluções criadas dentro desse novo modelo é um snack proteico do tipo puff, desenvolvido ao longo de 18 meses. O produto tem 44% de proteína, passou pelas etapas regulatórias e pelos testes de estabilidade e está pronto para comercialização no varejo. A companhia também desenvolve aplicações como gomas com colágeno e bebidas prontas para consumo, conhecidas como ready-to-drink (RTD).“Com a Genu-in Solutions, avançamos do ingrediente para o desenvolvimento do produto final, combinando nosso conhecimento em proteínas com pesquisa e tecnologia. Ao integrar todo o processo de desenvolvimento em uma única plataforma, facilitamos o caminho entre uma oportunidade de mercado e um produto pronto para chegar ao consumidor. É uma forma de acelerar a inovação e, ao mesmo tempo, reduzir riscos para nossos parceiros”, afirma Ricardo Gelain, presidente da JBS Novos Negócios.Parceiro no desenvolvimentoA criação da Genu-in Solutions é resultado de uma estratégia iniciada em 2022, em que a empresa concentrou os esforços no desenvolvimento e fornecimento de peptídeos de colágeno e gelatina, com investimentos em pesquisa e comprovação científica dos ingredientes. Conforme aumentou a demanda dos clientes, a atuação avançou para o suporte técnico na incorporação de colágeno e proteínas em diferentes matrizes de alimentos e bebidas.Esse trabalho levou a companhia a participar de projetos em categorias como suplementos, iogurtes, requeijão, barras, snacks, refeições prontas, águas proteicas e cervejas sem álcool. Agora, a empresa pretende ampliar esse papel e assumir uma participação maior no desenvolvimento das soluções, reunindo conhecimento técnico e uma rede de parceiros para conduzir os projetos até que estejam em condições de chegar ao mercado.A mudança também representa uma tentativa de capturar uma etapa de maior valor agregado da cadeia. Em vez de atuar somente como fornecedora da matéria-prima, a companhia passa a oferecer às empresas uma estrutura para transformar a demanda por produtos proteicos em formulações comerciais.Nova receitaO desenvolvimento de alimentos e bebidas com maior concentração de proteína envolve desafios que vão além da simples inclusão do ingrediente na formulação. Dependendo da matriz, a proteína pode alterar características como sabor, textura, solubilidade, transparência e estabilidade do produto ao longo da vida útil.Parte desse trabalho é realizada no Centro de Inovação e Desenvolvimento de Colágeno, em Campinas (SP), criado pela JBS em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). A estrutura reúne pesquisadores do instituto e especialistas em proteínas da Genu-in e da Novapron+ para desenvolver e testar aplicações em diferentes tipos de alimentos e bebidas.O centro permite que os projetos avancem de testes em laboratório para plantas-piloto antes da produção em escala industrial. As pesquisas podem ser desenvolvidas pela própria companhia ou em parceria com clientes e abrangem matrizes como lácteos, bebidas, produtos cárneos, panificação, chocolates, balas e snacks.“Não basta acrescentar proteína a uma formulação. Cada alimento ou bebida tem características próprias e o ingrediente precisa funcionar dentro daquela matriz. A estrutura do Ital permite testar essas interações em diferentes escalas e aproximar a pesquisa das condições encontradas na indústria”, afirma Vivian Zague, diretora de Pesquisa, Saúde e Nutrição da JBS.Pesquisa: brasileiros devem continuar a consumir carne bovina