Foto: Criada via ChatGPTNo artigo da semana passada falamos da necessidade de nos voltarmos a Deus por meio da oração silenciosa, e da oportunidade daí decorrente, de podermos fazer companhia ao Senhor – ou a Nossa Senhora, São José, Anjos e Santos. E hoje vamos tratar brevemente sobre uma das formas de fazer esse tipo de oração: a meditação.Não muito tempo atrás apareceu para mim, na internet, uma homilia em que o padre dizia que a autêntica vida cristã exige a oração meditativa, e algum tempo depois recebi de uma pessoa um texto muito interessante sobre o assunto, que cita um trecho da Suma Teológica, na qual seu autor, Santo Tomás de Aquino (1224/1225-1274), explica que o objeto do intelecto é a verdade, e o objeto da vontade é o bem, de maneira que a vontade tende ao bem que é conhecido pelo intelecto.Nesse texto que recebi, o autor explica que a meditação consiste em considerar uma verdade diante de Deus, para que assim, conhecendo-a melhor, possamos amá-la e conformar nossa vida a ela. Os mistérios do Terço, por exemplo, são verdades sobre as quais podemos meditar, durante o Terço ou fora dele – como o nascimento de Jesus, meditado no terceiro mistério gozoso e também na liturgia do tempo do Natal.Sabemos que o limite entre a ficção e a realidade é muitas vezes tênue, e muitos alegam que as verdades da fé cristã não passam de fantasias e que nossa meditação nada mais seria do que devaneios – no máximo, especulações. E assim, alegam os que não têm fé, mesmo conhecendo uma verdade, amando-a e conformando nossa vida a ela, essas verdades não passariam de pseudo-verdades.É de fato possível alguém devotar a vida toda a algo quimérico, desvinculado da realidade – aliás, quanta gente não acreditou em ideologias que depois se mostraram contrárias ao bem e à verdade? Mas quando o intelecto conhece algo realmente verdadeiro e bom, e a vontade passa a desejar esse bem, e depois se vê movida a agir em conformidade com ele, então colhem-se frutos palpáveis da meditação. Somente o fato de pensarmos nas sublimes realidades da nossa salvação, que demonstram o imenso amor de Deus por nós, já traz conforto ao coração, mas quando a pessoa passa a agir em conformidade com essas realidades, então ela cresce nas virtudes e todos passam a ganhar com isso – a própria pessoa, aqueles que lhe são próximos e, de alguma forma, o mundo todo. E certamente Deus se alegrará com nossa companhia por meio da meditação!O post Artigo: Fazendo companhia – parte 2 apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.