Insights da semana: oferta de vagas nos EUA indica uma possível recessão

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O mercado de trabalho dos Estados Unidos está em níveis semelhantes aos observados antes de recessões anteriores, segundo análise da gestora de investidores Advisors Capital. Embora os dados mensais ainda indiquem criação de vagas, a comparação anual mostra um cenário menos favorável, que pode funcionar como um sinal de atenção para a economia americana e os mercados financeiros. O tema foi destaque no quadro “Insights da Semana”, apresentado por Bernardo Pascowitch durante o Resenha do Dinheiro desta semana. Segundo ele, a leitura dos dados mês a mês pode transmitir a impressão de que o mercado de trabalho americano continua avançando. Porém, quando observada a evolução anual, a situação muda. “Quando você analisa ano a ano, o patamar do mercado de trabalho americano está exatamente nos patamares dos últimas 40 anos de recessões dos EUA”, explica.  Pascowitch ressalta que o dado não significa necessariamente que uma recessão esteja prestes a acontecer, mas representa um alerta importante sobre um dos principais termômetros da maior economia do mundo.   Membro do Fed diz que inflação não é impulsionada apenas por energia O que acontece quando dois países caminham em direções opostas? Produção industrial nos EUA fica estável em agosto ante julho Mais insights Outro destaque da semana foi a projeção do Congressional Budget Office (CBO) para o crescimento da população americana entre 25 e 64 anos, faixa etária considerada apta a trabalhar. Para Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, o relatório estima uma expansão de apenas 0,3% nos próximos anos. O ritmo é inferior às médias históricas. Entre 1980 e 2000, o crescimento dessa parcela da população foi de 1,5% ao ano, enquanto, de 2000 a 2020, ficou em 0,6%.  “Estamos falando de um crescimento que é a metade desse último crescimento e isso influencia numa atividade crescendo menos”, afirma. Thiago Godoy, educador financeiro, também chamou atenção para o movimento dos juros no Brasil e nos Estados Unidos. Com a Selic a 13,75% e o Fed (Federal Reserve) elevando os juros americanos em 0,25 ponto, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano, esse cenário pode reduzir a atratividade dos investimentos brasileiros para o capital estrangeiro. Para o investidor brasileiro interessado em ativos internacionais, Godoy destaca que a diversificação no exterior é uma forma de dolarizar parte do patrimônio e buscar ganhos tanto com os investimentos quanto com a variação cambial. Resenha do Dinheiro Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”;  e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise. O Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.