Eleições distribuem o poder, mas não vão resolver crise no STF, diz Arko

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O STF (Supremo Tribunal Federal) decidirá nesta terça-feira (15) se abre uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Em meio ao clima de tensão institucional, o cientista político e CEO da Arko Advice Murillo de Aragão avaliou o cenário político e o papel da sociedade civil diante da crise ao WW.Mobilização da sociedade civilAragão destacou que a mobilização dos setores da sociedade civil tem um peso muito relevante no momento atual. Segundo ele, um fato inusitado reforça esse cenário: ex-ministros do STF estarão presentes na primeira fila da sessão para prestar solidariedade e apoio ao ministro Fachin. Leia Mais Arko Advice: Blindagem institucional ao STF pode ruir a qualquer momento Análise: Fachin e Cármen Lúcia, os votos que podem selar destino do STF Waack: Decisão de Moraes põe em xeque o futuro do Supremo “Isso mostra a ponta do iceberg da indignação que se tem hoje na sociedade civil em relação à questão”, afirmou.O cientista político também ressaltou que, pela primeira vez na história da República, o STF tornou-se tema central de uma eleição.“Nós mesmos achávamos que a segurança pública poderia ser o tema, a geopolítica também é um tema que faz parte do diálogo”, disse Aragão, acrescentando que a questão do Supremo assumiu uma predominância na escolha eleitoral muito relevante.Eleições não resolverão a crisePara Aragão, apesar da importância do processo eleitoral, as urnas não têm o poder de sanar a crise institucional em curso. “As urnas distribuem o poder, mas não consertam instituições”, declarou.Segundo ele, há uma tensão institucional e uma crise de confiança nas instituições no Brasil que persistirá independentemente do resultado das eleições.O analista prevê que a batalha ainda continuará por algum tempo e que o engajamento da sociedade será decisivo para se chegar ao fim da crise.Ele também observou que muitos que sempre tiveram certo receio de manifestar sua opinião sobre o STF estão agora “botando a cara” e apoiando manifestos públicos. “Isso, sem dúvida, também é um fato a ser destacado”, concluiu Aragão. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.