A história de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, vai chegar aos cinemas brasileiros. O empresário será interpretado por Christian Malheiros, da série Sintonia, em um longa que retratará a ascensão e a queda da GAS Consultoria, empresa que movimentou bilhões de reais prometendo altos retornos com investimentos ligados a criptomoedas.Batizado de “O Faraó dos Bitcoins”, o filme será dirigido por Sergio Rezende, cineasta responsável por produções como Zuzu Angel e O Paciente. Rezende também assina o roteiro ao lado de Dida Andrade. A estreia está prevista para o segundo semestre de 2027.As filmagens estão programadas para ocorrer entre setembro e novembro deste ano, no Rio de Janeiro. Além de Malheiros, Lorena Comparato interpretará Mirelis Peres, mulher de Glaidson e apontada pelas investigações como responsável por parte da operação financeira e administrativa da GAS.O elenco ainda reúne nomes como Luana Piovani, Pascoal da Conceição, Ruan Aguiar, Jorge Paz, Romeu Evaristo, Dadá Coelho, Larissa Nunes e Shirley Cruz. A produção é da Morena Filmes, em coprodução com a Paris Entretenimento.Leia também: Faraó do Bitcoin diz que tem fortuna para pagar credores e explica como manipulou mercado criptoO projeto também aparece nos registros da Agência Nacional do Cinema (Ancine) como em execução. Uma das inscrições oficiais registra cerca de R$ 5 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) destinados ao longa.De garçom e pastor a “Faraó dos Bitcoins”O roteiro será baseado no livro-reportagem “Queda Livre — A história de Glaidson e Mirelis, faraós dos bitcoins”, dos jornalistas Isabela Palmeira e Chico Otávio, lançado pela Intrínseca em maio de 2024 após três anos de investigação dos autores.A obra acompanha uma trajetória que levou Glaidson de origens humildes e trabalhos como flanelinha e garçom à atuação como pastor e, posteriormente, à criação de um dos casos financeiros mais conhecidos envolvendo criptomoedas no Brasil.A GAS Consultoria ganhou força principalmente em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A empresa atraía clientes com a promessa de rendimentos fixos de cerca de 10% ao mês, supostamente obtidos com operações no mercado de criptomoedas.O negócio cresceu a ponto de atingir centenas de milhares de clientes. Registros do projeto na Ancine descrevem a GAS como uma operação que chegou a cerca de 300 mil clientes e movimentou aproximadamente R$ 38 bilhões.O filme pretende acompanhar tanto a rápida ascensão de Glaidson e Mirelis quanto o colapso da empresa, passando pela ostentação do casal, pela Operação Kryptos da Polícia Federal, pela falência da GAS e pelas dívidas deixadas aos investidores. A produção também deverá abordar episódios de violência relacionados à disputa pelo mercado na Região dos Lagos.A adaptação vinha sendo preparada desde 2024, quando a Morena Filmes adquiriu os direitos de Queda Livre. Na época, ainda não havia definição sobre quem interpretaria Glaidson e a expectativa inicial era começar as filmagens em 2025. O cronograma acabou sendo adiado até a produção ganhar sua configuração atual.Glaidson segue envolvido em processos na JustiçaA produção chega aos cinemas enquanto os desdobramentos judiciais do caso continuam.Glaidson está preso desde agosto de 2021. Em outubro de 2025, ele foi condenado a 19 anos e dois meses de prisão por organização criminosa e corrupção ativa em um processo relacionado à atuação do grupo ligado à GAS Consultoria na Região dos Lagos. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, a organização também atuava com ameaças, corrupção e crimes violentos contra possíveis concorrentes.Outra frente do caso ainda deve ter um capítulo importante justamente no ano previsto para o lançamento do filme. O julgamento de Glaidson por acusações relacionadas à morte do trader Wesley Pessano, de 19 anos, e à tentativa de homicídio de outro investidor foi adiado neste mês para 25 de fevereiro de 2027.A história de Mirelis também terá peso na produção. O livro que inspira o filme procura justamente ampliar o foco para além da figura do “Faraó”, retratando o papel desempenhado por ela na construção da GAS. Os autores descrevem Glaidson como a figura pública do negócio e Mirelis como personagem central de sua estrutura operacional.Segundo as informações divulgadas sobre o longa, além de reconstituir o esquema financeiro, “O Faraó dos Bitcoins” pretende explorar temas como fé, ambição, enriquecimento rápido e a relação entre o casal — elementos que ajudaram a transformar um negócio iniciado em Cabo Frio em um caso de repercussão nacional.A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques!O post Faraó do Bitcoin vai virar filme com Luana Piovani e astro de “Sintonia” apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.