Bebê de 29 dias é o doador de órgãos mais jovem da história de Goiás

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A primeira captação de órgãos em um bebê de de Goiás com apenas 29 dias de vida foi realizada na última quinta-feira (17) pela Secretaria da Saúde do Estado. A doação dos rins da criança foi autorizada pela família após a confirmação de morte encefálica.Segundo a pasta, ele se tornou o doador mais jovem da história do estado. A captação foi realizada por equipes envolvidas no processo de doação e transplantes e irá beneficiar um receptor de outro estado.https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/09/6-Acesso-Escadas-na-Aeronave-Imagens_-Divulgacao_Asur-Brasil.mp4 Leia Mais Suspeitas em esquema clandestino de adoção de bebês são presas em GO Casal é preso por maus-tratos e cárcere privado de quatro menores em GO Casal é preso por abandono de criança após levar bebê morto ao médico em SC Após passar por transplante, Faustão participa de campanha de doação de órgãos | AGORA TARDE O órgão foi levado pelas equipes responsáveis até o Aeroporto de Goiânia, administrado pela Asur Brasil, e seguiu em uma aeronave da GOL para outro destino, onde será destinado a um paciente que aguarda por um transplante.Segundo a Gerente Estadual de Transplantes, a doação de órgãos em recém-nascidos e crianças é considerada rara devido à baixa autorização para captação. Além disso, também precisam ser atribuídos critérios específicos de compatibilidade entre doador e receptor.“Por isso, cada doação pediátrica pode representar uma oportunidade importante para pacientes que aguardam um transplante compatível”, diz Katiuscia Christiane Freitas, gestora da área.Doações de órgãosEntre janeiro e agosto de 2026, 123 órgãos e tecidos foram transportados por via aérea, segundo dados da Gerência de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.Do total, foram 54 rins, 14 fígados, 07 corações, 41 baços e linfonodos e 07 córneas. Em 2025, foram contabilizados 144 órgãos e tecidos transportados.Para que a doação aconteça de forma segura, o período entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor precisa ocorrer de forma rápida. O chamado “tempo de isquemia” é importante para a preservação do órgão dentro das condições necessárias.De acordo com o Ministério da Saúde, o período máximo para realizar a implatação é de: quatro horas para o coração, 12 horas para o fígado e 36 horas para o rim.A logística pode ocorrer tanto em voos comerciais quanto em aeronaves mobilizadas especificamente para a operação, como as da Força Aérea Brasileira (FAB), Corpo de Bombeiros e nos Serviço Aéreo Estaduais.