Policial preso com R$ 2,5 milhões foi contido 2 vezes com arma de choque

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Um dos presos pela Polícia Federal com R$ 2,5 milhões em espécie, sacados de uma agência bancária em Belém (PA), nessa quarta-feira (16/9), é o policial civil aposentado Rubens Lima Teixeira. Segundo o Metrópoles apurou, Teixeira foi contido com arma de choque após resistir às solicitações dos policiais federais para deitar-se ao chão, justificando que também era policial. Ele estava armado com uma pistola Taurus calibre .40.Em relatório obtido pela coluna Grande Angular, agente da PF disse ter determinado que Teixeira se deitasse no solo “como medida preventiva destinada à proteção dos presentes”, já que ele estava armado e havia grande circulação de pessoas perto da agência bancária. Quando negou a ordem, repetida três vezes, o policial civil que prestava segurança privada “segurou a alça do colete utilizado pelo agente” da PF, que acionou o taser. Mesmo indo ao chão, Teixeira não permitiu que as mãos fossem posicionadas para colocação das algemas, e, diante da persistência da resistência, o agente da PF acionou novamente a arma de choque.2 imagensFechar modal.1 de 2Vereador de Belém João Coelho (PDT), candidato a deputado estadual, e o irmão dele, o deputado estadual Adriano Coelho (MDB)Reprodução2 de 2Dupla é presa com R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo no ParáDivulgação/PF Leia também Mirelle PinheiroQuem são os irmãos políticos na mira da PF após apreensão de R$ 2,5 milhões Mirelle PinheiroMontanha de dinheiro: PF prende dupla com R$ 2,5 milhões para comprar votos A suspeita da PF é de que o dinheiro em espécie seria usado para campanha eleitoral. A corporação apura possível ligação com o vereador de Belém João Coelho (PDT), candidato a deputado estadual, e o irmão dele, o deputado estadual Adriano Coelho (MDB), candidato a deputado federal, conforme revelou a coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.Além do policial civil aposentado, a PF prendeu João Carlos Ruy Seco Gamaque, empregado da empresa J R Limpeza e Conservação Ltda, que teve o vereador João Coelho como sócio até março de 2019, de acordo com a apuração policial.O carro usado pela dupla para sacar o montante milionário na agência bancária está em nome de Marco Antônio de Sousa Coelho, pai dos candidatos. Ele foi sócio da empresa Lastro Projetos e Construção Civil, vinculada à mãe dos parlamentares, Diana Helena Morais Albuquerque Coelho. A empresa possui contrato com a Secretaria de Educação do Pará.Além da caixa recheada de milhões de reais, os agentes da PF encontraram, dentro de uma mochila verde, comprovantes de transferência financeira do deputado Adriano Coelho para uma empresa de táxi aéreo. O documento aponta envio de R$ 79,2 mil em 15 de setembro.