A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) terminou na terça-feira (15/9), mas seus ecos continuam a dominar a Corte.Na manhã desta quinta-feira (17/9), Gilmar Mendes voltou às redes sociais para defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e atacar André Mendonça. O decano repetiu parte das críticas feitas no plenário, mas elevou o tom.“Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral”, escreveu Gilmar, ao acusar Mendonça de tentar obter dividendos políticos com a divulgação de informações do caso Master. Leia também BrasilMendonça diz que “STF não pertence a nenhum de seus membros” BrasilPara 49,5%, crise no STF prejudica mais Lula do que Flávio, diz AtlasIntel BrasilCrise no STF deve atravessar eleições sem resposta sobre Moraes Matheus Leitão“Dia deplorável”, diz Marina Silva sobre sessão do STF que julgou Moraes A resposta veio pouco depois, em nota oficial do gabinete de André Mendonça. O ministro afirmou que a retirada ampla do sigilo havia sido defendida por quem agora criticava a publicidade dos autos e acusou Gilmar de tentar constranger os colegas.Mendonça disse ainda que jamais ameaçou ninguém com “execração pública” e acusou o decano de transformar o plenário em “palanque ou picadeiro”, com “truculência” e “ilações vazias”.O novo embate mostra que o pedido de vista de Flávio Dino interrompeu o julgamento, mas não conteve a crise.A sessão continua fora do plenário, agora por meio de postagens nas redes sociais e notas oficiais dos gabinetes.Nos bastidores, ministros estão cada vez mais céticos sobre a possibilidade de o Supremo deixar de sequestrar a eleição presidencial de 2026.A avaliação é de que, enquanto a Corte não responder às dúvidas levantadas pelo caso Master e não conseguir reduzir o conflito interno, o STF continuará no centro da disputa eleitoral.Dois dias depois, os ministros ainda discutem os mesmos fatos, repetem as acusações e aumentam o tom. São os ecos de uma sessão que terminou no calendário, mas se recusa a acabar.