Foto: Arquivo Pessoal/Dayse MarcosNascida em Pacaembu, Dayse Cristina Sampaio da Silva Marcos, de 39 anos, encontrou na fé uma parte importante de sua história. Formada em Psicologia, trabalhou na área da saúde antes de deixar a carreira para se dedicar à família. Hoje, mãe de quatro filhos, ela também está à frente do Colégio Auxilium, projeto criado ao lado do marido a partir do desejo de oferecer uma educação baseada em fé, valores e virtudes.Como foi sua infância?Foi em Pacaembu, uma cidade pequena onde todo mundo se conhece. Meu pai era caminhoneiro e minha mãe, dona de casa. Meu pai ficava pouco em casa por causa do trabalho e, depois, minha mãe também começou a trabalhar fora.Quando a fé entrou na sua vida?Na adolescência, comecei a participar da Igreja, dos grupos de jovens e dos movimentos que existiam. Foi ali que me encontrei. Eu tinha 13 anos quando senti vontade de ser batizada por livre-arbítrio. Minha família era católica, mas não praticante. Depois vieram o batismo, a primeira comunhão e a crisma. Grande parte da minha vida foi servir dentro da Igreja.Como foi sua trajetória profissional?Sou psicóloga e me formei em 2010, na primeira turma de Psicologia da Unifadra. Passei em um concurso da Prefeitura de Pacaembu e trabalhei na área da saúde, além de ter sido coordenadora do CRAS. Também atendia em uma clínica particular e fiz uma pós em Terapia Cognitivo-Comportamental, que era uma área de que eu gostava muito.Quando decidiu deixar a carreira?Me casei em 2014 com o Eduardo, que é mirandopolense. Continuei trabalhando, mas, na primeira gestação, parei. Esse sempre foi o meu desejo: quando fosse mãe, queria me dedicar totalmente à minha família. Graças a Nossa Senhora, isso foi possível. Eu estava bem e em ascensão, mas tinha um propósito maior, que era ser mãe.Como a maternidade transformou sua vida?Depois de ser mãe, nasceu uma nova Dayse. Comecei a pensar mais no outro e percebi que a maternidade também é uma forma de sair do egoísmo, porque você se doa por inteiro. Hoje sou mãe de quatro filhos: Eduardo Neto, de 10 anos, Maria Antônia, de 5, José Lourenço, de 4, e José Antônio, de 3 anos. Descobri que era capaz de coisas que nem imaginava, como cuidar e educar crianças tão pequenas. A maternidade formou quem sou hoje e sou muito grata a Deus por me dar os meios para educá-los, não me vejo em outra vida.Como nasceu a ideia do Colégio Auxilium?A ideia nasceu pensando na educação dos nossos próprios filhos. Tínhamos um ideal sobre o que queríamos proporcionar a eles e, depois, me formei em Pedagogia para poder abrir um colégio com nossos princípios e valores. Não queríamos trabalhar apenas o intelecto, mas também valores, virtudes e fé, olhando o ser humano como um todo e preparando-o para a vida. Foram alguns anos de amadurecimento até o projeto se tornar realidade.Ao lado da imagem de Nossa Senhora Aparecida, Dayse fala sobre a fé que conduz sua vida e também a história do Colégio Auxilium. Foto: Gabriel LeiteQuais foram os principais desafios?Principalmente os financeiros. Somos uma iniciativa sem fins lucrativos e dependemos de promoções e da ajuda das pessoas. Mirandópolis nos ajudou muito nesse início. Contamos com trabalho voluntário e doações. Apesar de eu estar à frente, não sou a dona do colégio. Somos um grupo de pessoas com os mesmos princípios, que se ajudam para manter tudo funcionando.O que significa servir para você?Servir é amar o próximo, exercer a caridade e servir ao Senhor nesta terra. Tenho o colégio como uma lição. É desafiador estar à frente, cuidar de pessoas e alunos e assumir essa responsabilidade, mas também é uma forma de servir.Gostaria de deixar algum agradecimento?Agradeço primeiro a Nossa Senhora Aparecida e a Deus, ao meu marido, Eduardo, a toda a equipe do Colégio Auxilium e às famílias que sonham e estão com a gente desde o começo. Cada pessoa que acreditou nesse projeto faz parte dessa história.O post Da psicologia à educação: Dayse Marcos deixou a carreira para a família e encontrou uma nova missão no Colégio Auxilium apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.