Romeu Zema vê simplificação pela reforma tributária e defende redução de imposto

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O candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) reconheceu que a Reforma Tributária vai simplificar o sistema atual e defendeu a regulamentação e a manutenção da carga tributária. A declaração foi feita durante entrevista à Record TV nesta quarta-feira (16).Ao ser questionado sobre a reforma – tema que o partido Novo não apoiou no Congresso Nacional, o candidato afirmou: “Eu fui contrário a alguns pontos, mas reconheço, eu que fui empreendedor a vida toda, que ela vai simplificar a vida de quem paga impostos, porque hoje nós temos um manicômio tributário no Brasil. Mas eu quero que ela seja muito bem regulamentada, que ela não aumente a carga tributária”, disse. Com a redução de custos da máquina pública, o candidato também defendeu a redução de impostos.O candidato defendeu também uma reforma administrativa que vai economizar R$ 2 trilhões. “A reforma administrativa, é pra dar mais racionalidade no serviço público. Tem muito aumento automático, tem muito salário inicial altíssimo, tem muita estrutura gorda”, afirmou.Em relação a pauta trabalhista, o candidato voltou a defender o trabalho “por hora”, além da CLT. “É a pessoa que determina: eu quero trabalhar trinta horas por semana, eu quero trabalhar quarenta ou cinquenta, dependendo da situação dela”, disse, ao ressaltar que essa medida trará mais liberdade para o empregador.Salário mínimo e Bolsa FamíliaO candidato, durante a entrevista, defendeu políticas como o Bolsa Família e afirmou que, caso seja eleito, não haverá perdas no salário mínimo.“Eu quero deixar claro aqui que o salário mínimo no meu governo não terá nenhuma perda. E espero que com as mudanças que eu fizer, com a economia que eu fizer, acabando com supersalários, acabando com a corrupção, que foi o que eu fiz em Minas Gerais, acabando com privilégios, revendo contratos, enxugando a máquina pública, nós possamos realmente estar avaliando algum ganho extra”, disse, ao enfatizar que esse cenário estaria condicionado a melhorias nas contas públicas.Ao ser questionado sobre o Bolsa Família, o candidato afirmou que o benefício é “importantíssimo”. “Eu quero aprimorá-lo. Eu quero que ele continue crescendo para quem precisa”, disse. Em seguida, ele também defendeu a ideia de uma “porta de saída” para programas sociais.Enquadramento de facções como terroristasZema voltou a defender o enquadramento de facções e organizações criminosas como terroristas. “A proposta que eu tenho para segurança pública é combater as facções e organizações criminosas como nunca se combateu no Brasil”, disse durante a entrevista.Com isso, “nós vamos colocar as Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal, COAF, ABIN, uma força tarefa do Estado contra o crime. Isso nunca foi feito no Brasil por nenhum presidente. E eu vou fazer. Nós vamos retomar os territórios”, enfatizou.Reforma política e eleitoralZema afirmou ainda que, caso eleito, encaminhará logo no primeiro mandato uma “reforma política e eleitoral”. “Acho que nós temos de fazer no Brasil essa reforma política eleitoral que seria muito bem-vinda e o brasileiro gostaria, porque está todo mundo farto de política”, disse. Entre as medidas citadas, o candidato citou o fim da reeleição com um mandato de cinco anos e a unificação das datas das eleições municipais, estaduais e presidenciais.STF: “mais para bandido que juiz”Romeu Zema também reagiu ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que quem compõe a Corte “está muito mais para bandido do que para juiz”. “O que aconteceu ontem [terça-feira] prova que nós estamos em um País totalmente disfuncional. Vamos ser claros aqui, quem está lá no Supremo hoje, que é a mais alta Corte do Brasil, está muito mais para bandido do que para juiz. Eu, como a maioria dos brasileiros, estou totalmente indignado”, afirmou. Zema também descreveu a crise na Corte como “sem precedentes”.Em seguida, o candidato disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem “tudo a ver com isso”, ao se referir a crise do STF. “Quem é que colocou o Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal? Quem é que colocou o Toffoli no Supremo Tribunal Federal? Foi ele”, disse.O candidato defendeu uma mudança nas regras do Judiciário, instituindo uma idade mínima de 60 anos para ministros, exigindo reputação ilibada. Zema também defendeu o fim das decisões monocráticas. “Quem estiver no Supremo é para ser funcionário público e não pra ser milionário.”