As ruas estreitas e sinuosas de Mônaco receberão uma corrida sprint da Fórmula 1 pela primeira vez na próxima temporada. O calendário de 24 etapas terá um recorde de dez finais de semana com o formato.A temporada está prevista para começar no circuito de Sakhir, no Bahrein, em 14 de março. Antes disso, o país receberá os testes de pré-temporada entre 24 e 27 de fevereiro. A Arábia Saudita será a segunda etapa, em 21 de março.Portugal, em 20 de junho, e Turquia, em 3 de outubro, são as novidades do calendário. Em contrapartida, o GP da Holanda, em Zandvoort, e a etapa de Barcelona deixaram a programação. Leia Mais Fórmula 1 pode alterar calendário da reta final da temporada 2026 Fórmula 1 na Argentina? Presidente da FIA apoia retorno ao calendário F1 prepara grande evento em Milão para abrir temporada 2027 As quatro provas disputadas no Golfo não têm asteriscos no calendário, mas continuam cercadas de incerteza enquanto persistir o atual conflito na região. Neste ano, a corrida da Arábia Saudita, em Jedá, foi cancelada.Sprint em Mônaco muda programação tradicionalA prova do Bahrein, que seria realizada neste ano, foi remarcada para o circuito de Sepang, na Malásia, no próximo mês. A inclusão de uma sprint em Mônaco deve surpreender, já que as ultrapassagens são extremamente difíceis no traçado próximo ao porto.A classificação costuma ser o momento mais emocionante do fim de semana em Mônaco. A corrida frequentemente tem poucas mudanças de posição e costuma ser vencida pelo pole position. Agora, os fãs terão duas sessões de classificação além da corrida principal de domingo.A segunda sessão de treino livre de sexta-feira será substituída pela classificação da sprint. A mudança deve aumentar a emoção no primeiro dia de atividades, mas reduzirá o tempo disponível para os pilotos se adaptarem a um circuito especialmente exigente.Uma vitória na sprint de sábado vale oito pontos. Assim, um piloto poderá somar até 33 pontos em Mônaco caso vença tanto a sprint quanto o Grande Prêmio, contra o máximo habitual de 25 pontos em um fim de semana sem sprint.Fórmula 1 amplia número de corridas sprintA temporada de 2026 teve seis sprints, o maior número até então. Em agosto, porém, o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que a quantidade aumentaria, devido ao grande interesse dos circuitos pelo formato, introduzido em 2021.Segundo a Fórmula 1, os dados apontam que os finais de semana com sprint registraram audiência total 12% maior do que aqueles sem a disputa. A classificação também foi três vezes mais popular entre os fãs do que os treinos livres.Bahrein, Austrália, no circuito de Melbourne, Japão, em Suzuka, Mônaco e Abu Dhabi, em Yas Marina, receberão uma sprint pela primeira vez na próxima temporada.As etapas que voltarão a contar com o formato são Canadá, em Montreal, Grã-Bretanha, em Silverstone, Itália, em Monza, Brasil, no Autódromo de Interlagos, e Catar, em Lusail.Com isso, três das quatro primeiras etapas terão sprint, assim como três das quatro últimas. “Estamos muito felizes em receber Portugal e Turquia no campeonato e ampliar as corridas sprint para dez eventos”, disse Domenicali.Calendário terá três rodadas triplasAustrália, em 4 de abril, Japão, em 11 de abril, e China, em 18 de abril, formarão uma rodada tripla em fins de semana consecutivos. Depois, Miami terá uma etapa isolada em 2 de maio, antes de Canadá e Mônaco, em 23 de maio e 6 de junho.Em setembro e outubro, Azerbaijão, em 26 de setembro, Turquia, em 3 de outubro, e Singapura, em 10 de outubro, também formarão uma rodada tripla.Na sequência, Estados Unidos, em Austin, em 24 de outubro, México, em 31 de outubro, e Brasil, em 7 de novembro, completarão a terceira rodada tripla da temporada.A temporada seguinte terminará mais tarde do que a atual, com dois finais de semana consecutivos de sprint no Catar, em 5 de dezembro, e em Abu Dhabi, em 12 de dezembro.A última corrida deste ano está marcada para Abu Dhabi, em 6 de dezembro. No entanto, a etapa pode ser transferida para o circuito de Imola, na Itália, mantendo a mesma data.“Senna é uma inspiração para mim”, diz Bortoleto em entrevista à CNN