O PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) confirmou Leonardo Avalanche como candidato ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano. Ele era candidato a vice na chapa de Pablo Marçal, mas o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou por unanimidade a candidatura do empresário e o considerou inapto para concorrer ao cargo.Nascido em Anápolis (GO) em 1989, Avalanche é analista de sistemas e formado em direito, com atuação no setor privado antes de iniciar no mundo político. Em 2024, ele assumiu a presidência nacional do PRTB e foi coordenador de campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo.A passagem de Avalanche no partido acumula algumas polêmicas. Durante a campanha municipal de 2024, foram revelados áudios nos quais o dirigente afirmava ter influência na soltura de uma das principais autoridades do PCC (Primeiro Comando da Capital), André do Rap. Leia Mais PRTB lança pré-candidatura de Leonardo Avalanche ao Planalto "O Senhor proverá", diz Marçal após cadastrar candidatura a presidente Marçal recebe liminar para voltar ao PRTB, mas continua inelegível À época, tal divulgação levou ao afastamento de Avalanche do comando da legenda. Ele negou a veracidade dos áudios e alegou que o conteúdo havia sido gerado por Inteligência Artificial.Marçal apoiou seu companheiro durante o episódio. Em setembro de 2024, Marçal apareceu ao lado de Avalanche durante uma agenda. “Esse cara [Leonardo Avalanche] não é do PCC [facção criminosa Primeiro Comando da Capital]. Eu tenho visto o quanto isso tem chateado e atrapalhado a vida dele”, afirmou Marçal durante conversa com jornalistas.Em setembro de 2025, a Justiça Eleitoral de Goiás chegou a homologar a decisão em que o PRTB expulsou o próprio Avalanche, sendo substituído pelo advogado Amauri Pinho na presidência do partido. O partido dizia que Avalanche respondia a acusações como tentativa de fraude processual, apresentação de documentos adulterados e litigância de má-fé.Já em fevereiro deste ano, a Justiça Eleitoral determinou a reversão da expulsão de Avalanche. Poucos dias após sua volta ao PRTB, Avalanche afirmou que indicaria Marçal para disputar o cargo no Palácio do Planalto. Neste sábado, após a Justiça enviar uma liminar que permitia a saída de Pablo Marçal do União Brasil para voltar ao PRTB, Avalanche foi anunciado como vice-presidente da chapa chamada Brasil Próspero.Entenda o caso de Pablo MarçalO TSE rejeitou por unanimidade o registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República nas eleições de 2026.O julgamento foi realizado em sessão virtual extraordinária na última sexta-feira (11). Relatora do caso, a ministra Estela Aranha votou pelo indeferimento do registro e foi acompanhada pelos outros seis ministros da Corte: Ricardo Villas Bôas Cueva, Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Dias Toffoli e Floriano de Azevedo Marques.O tribunal concluiu que Marçal não cumpriu o requisito de filiação partidária exigido pela legislação eleitoral e que, além disso, está inelegível.A candidatura de Marçal havia sido contestada pelo Ministério Público Eleitoral sob o argumento de que ele está inelegível até 2032 em razão de uma condenação por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições municipais de 2024.Segundo o processo, o empresário promoveu a publicação massiva de vídeos curtos nas redes sociais “mediante a promessa de prêmios em dinheiro aos produtores de conteúdo com maior número de visualizações”, conduta considerada pela Justiça Eleitoral como uso indevido dos meios de comunicação social, abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos de campanha.A defesa de Marçal apresentou, em 5 de agosto, embargos de declaração ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) para tentar reverter a punição. O tribunal, no entanto, rejeitou o pedido e manteve a condenação.A situação da filiação partidária de Marçal ao PRTB também foi questionada no processo. A filiação dentro do prazo previsto pela legislação é uma das condições exigidas para que um candidato possa disputar a eleição.Na certidão do julgamento, o TSE afirmou que Marçal não cumpriu a condição de elegibilidade referente à filiação partidária e reconheceu, paralelamente, a incidência da causa de inelegibilidade.TSE rejeita por unanimidade candidatura de Pablo Marçal à Presidência | CNN AGORA