E o principal ficou em segundo plano: se Moares deveria ser investigado

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Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre a crise institucional do STF, o dia de ontem (15) foi esclarecedor. Assistimos de tudo: falta de decoro e de respeito, cinismo, insultos, chicanas, bravatas e discursos políticos. Só não vimos um debate sobre a questão central: se o ministro Alexandre de Moares deveria ser investigado.A tropa de choque de Moraes – Flávio Dino e Gilmar Mendes – em jogada ensaiada tumultuaram a sessão a fim de transformar o julgamento de ontem num processo final sobre uma condenação do ministro Alexandre de Moraes.A estratégia deu certo, pois, após um pedido de Dino a Mendes, os ministros passaram a discutir se o julgamento de abertura de investigação contra Moraes deveria ser julgado em conjunto com a conduta do ministro André Mendonça no caso Master.Percebendo o cheiro de derrota, Dino pediu vistas- pasmem, após ter proferido seu voto – para que a decisão sobre Alexandre de Moares ficasse para daqui a 90 dias.Os “advogados” de Moares no STF (Dino, Zanin e Gilmar) conseguiram o que queriam: não investigar Moraes. Vitória do corporativismo, do patrimonialismo e da defesa de um sistema de poder. Derrota da sociedade brasileira.