O Volkswagen Mission Efficiency surge como um protótipo pré-série desenvolvido em Wolfsburg para tentar provar que o refinamento aerodinâmico reduz o consumo de energia de um carro elétrico sem a necessidade de instalar baterias maiores e mais caras. O modelo é uma espécie de releitura evoluída do XL1, um híbrido vendido de forma limitada entre 2013 e 2016, que detinha o título de carro híbrido de produção mais econômico do mundo.Projetado sobre a plataforma MEB+ de tração dianteira — a mesma arquitetura que servirá de base aos futuros ID. Polo e ID. Cross —, o cupê registrou um coeficiente de arrasto de 0,158, a menor marca já obtida por um veículo homologado para uso rodoviário.–Divulgação/VolkswagenEm um percurso oficial de 1.278,36 km realizado entre a Alemanha e a Áustria, o modelo obteve consumo médio real de 7,51 kWh/100 km (ou 6,89 kWh/100 km desconsiderando as perdas de recarga). Com velocidade média de 67,72 km/h e máxima de 138 km/h, o veículo cumpriu o trajeto com apenas uma parada na tomada para abastecer o pacote de baterias de 54,9 kWh, finalizando a viagem com 164 km de autonomia residual. Em velocidade constante de 68 km/h, o índice recuou para 6,48 kWh/100 km. Continua após a publicidade Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. O controle do fluxo de ar gera economia progressiva conforme a velocidade aumenta. Acima dos 80 km/h, o gasto de energia do protótipo cai mais de 30% em comparação com o ID. Polo convencional. Ao trafegar a 140 km/h, o conceito exige a mesma quantidade de energia que o hatch de produção consome quando mantido a 100 km/h. Continua após a publicidadePara garantir viabilidade de produção em larga escala, o conjunto propulsor adota o motor elétrico de 135 cv vindo da linha ID. Polo. As inovações de chassi concentram-se no eixo traseiro, que substitui a hidráulica tradicional por um freio eletromecânico sem tubulações de fluido. A solução diminui o atrito residual das pastilhas, melhora a capacidade de regeneração energética nas desacelerações e reduz peso em relação aos sistemas convencionais.–Divulgação/Volkswagen Continua após a publicidadeOs pneus de estudo desenvolvidos pela Continental apresentam índice de resistência ao rolamento de 4,9 kg/t — valor 25% menor que o limite da classe A de eficiência europeia. Nas rodas, defletores internos patenteados barram a entrada de ar no aro, reduzindo a turbulência nas caixas de roda, área responsável por até 30% da resistência aerodinâmica total de um automóvel.–Divulgação/Volkswagen Continua após a publicidadeCom 4,77 m de comprimento e 1,39 m de altura, o modelo possui área frontal de 2,08 m². As superfícies envidraçadas do teto e da tampa traseira abrigam células fotovoltaicas de 370 W destinadas a alimentar os sistemas eletrônicos de bordo, gerando até 30 km adicionais de autonomia por dia.A cabine adota arranjo 2+2, no qual os assentos traseiros acomodam ocupantes de até 1,60 m de altura. O porta-malas de 481 litros supera o espaço oferecido por um Golf (380 litros). A redução de peso no interior resultou na remoção da central multimídia e dos alto-falantes de série, substituídos por conexões para dispositivos pessoais e alto-falante portátil Bluetooth.–Divulgação/VolkswagenO Volkswagen Mission Efficiency resgata o conceito de eficiência extrema demonstrado pelo híbrido XL1 em 2013, mas adapta as soluções técnicas para componentes de grande volume. Ao utilizar carroceria em alumínio combinada a plásticos reforçados com fibra de carbono e aramida sobre mecânica de tração dianteira, a marca estabelece uma estratégia de engenharia contra o avanço das fabricantes chinesas, reduzindo custos de bateria por meio da física aerodinâmica. Publicidade