Editorial: A história de quem começou essa tradição não pode ser esquecida

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Foto: Criada via ChatGPT/Arquivo Pessoal – Manoel Sabino e Alcides ParroQuando olhamos para o rodeio de Mirandópolis hoje, vemos grandes estruturas, shows, montarias e um evento que se modernizou ao longo dos anos. E isso é natural. Os tempos mudam, novas ideias surgem e cada geração encontra maneiras diferentes de fazer as coisas.Mas, para que alguém possa melhorar uma história, primeiro foi preciso que outras pessoas começassem a escrevê-la.Muito antes das estruturas atuais, houve quem cercasse espaço com bambu, preparasse o chão com casca de arroz, buscasse patrocinadores, vendesse mesas, contratasse peões e trabalhasse para que Mirandópolis tivesse sua Festa do Peão. A Associação de Rodeio Espora de Prata representa uma parte importante dessa construção.Fundada oficialmente em 1987, mas com uma história iniciada antes disso, a associação reuniu pessoas que dedicaram tempo, trabalho e disposição para transformar o rodeio em uma tradição da cidade. Foram anos de dificuldades, improvisos, chuvas, acertos e erros, mas, principalmente, de muita vontade de fazer acontecer.Certamente, olhando com os olhos de hoje, muita coisa seria feita de maneira diferente. Mas julgar o passado pelas possibilidades do presente é uma forma injusta de contar a história. Cada geração fez aquilo que era possível dentro de sua realidade.A última Festa do Peão organizada pela Espora de Prata aconteceu em 2015. Depois vieram novos responsáveis, novos formatos e uma nova fase. O evento evoluiu, como deve acontecer.Mas evoluir não significa esquecer.Quem realiza a festa hoje merece reconhecimento. Assim como Mané Sabino, Manoel Marcos Franco, Alcides Parro, Hugo Monzane e tantos outros que ajudaram a construir essa tradição também merecem ter seus nomes lembrados.Nenhuma geração precisa apagar a anterior para mostrar que avançou. Afinal, quando as luzes da arena se acendem hoje, é justo lembrar daqueles que, muitos anos atrás, ajudaram a acender as primeiras.O post Editorial: A história de quem começou essa tradição não pode ser esquecida apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.