O Caoa Changan CS55 é o terceiro carro da marca no Brasil, e o mais barato. Mais do que isso, a premissa de que carros chineses sofrem com falta de tropicalização não funciona com o SUV. O modelo, que é fabricado pela Caoa em Anápolis (GO), recebeu um banho de nacionalização na mecânica e no visual.Testamos a configuração intermediária do CS55, a Infinity, que custa R$154.990 – valor promocional prometido pela marca ao menos até o próximo dia 19 de setembro. Esse preço posiciona o modelo contra versões intermediárias de SUVs compactos como VW T-Cross e Hyundai Creta, embora ele chegue a ser mais barato do que as versões topo de linha de VW Tera e Jeep Avenger.–Fernando Pires/Quatro RodasPorém, quando o assunto são dimensões, o modelo se mostra maior do que VW Taos, Toyota Corolla Cross e Jeep Compass. São 9 cm a mais que os dois primeiros e 15 cm a mais que o Jeep. O CS55 mede 4,55 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,67 m de altura e 2,65 m de entre-eixos. O porta-malas tem bons 525 litros e abertura automática.Há também teto solar panorâmico, bancos dianteiros ventilados e aquecidos, ar-condicionado automático de duas zonas, sistema de som Pioneer de 8 alto–falantes. Continua após a publicidadeO visual segue a linha da família CS da Caoa Changan no Brasil, com um apelo mais urbano já seguido pelo SUV grande CS75. A grade toma grande parte da dianteira e os faróis, full-led, têm as luzes principais nas extremidades. O conjunto fica completo com uma assinatura luminosa em formato de “C” interligadas por uma barra de LED.–Fernando Pires/Quatro RodasO interior tem acabamento escurecido e há materiais emborrachados tanto nas portas, quanto no painel. Luzes ambiente com diversas opções de cores complementam o visual. No conjunto de telas, o quadro de instrumentos tem 10,3’’ que muda a visualização a depender o modo de condução selecionado. Já a multimídia, de 14,6’’, concentra comandos como abertura e fechamento do teto solar, configuração dos retrovisores e até acendimento dos faróis. Continua após a publicidade–Fernando Pires/Quatro Rodas–Fernando Pires/Quatro RodasEm segurança, o CS55 tem seis airbags e um pacote completo de assistências à condução (ADAS), com alerta de colisão frontal e traseira. Acrescentam na lista câmera 360° com chassi transparente, monitor de pontos cegos, alerta de abertura de porta e assistente de permanência em faixa com correção ativa e centralização. Continua após a publicidadeAssim como Uni-t, o CS55 também um recurso que nenhum outro SUV concorrente oferece. Por meio da chave, de forma remota, o carro entra ou sai de uma vaga apertada. Nesta função, o carro só anda reto: se o volante estiver virado, o carro alinha antes de se mover.–Fernando Pires/Quatro RodasAnda bem, mas cobra o preçoO motor é um 1.5 turbo flex de 180 cv e 29,2 kgfm de torque, acompanhado por um câmbio automatizado de dupla embreagem de sete marchas. Nos nossos testes, feitos com gasolina, o SUV foi de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos – mais rápido que um Jeep Compass T270, que fez a mesma prova em 9,4 s. Continua após a publicidade–Fernando Pires/Quatro RodasTanto no ambiente de pista quanto no percurso urbano, acelerar o modelo pode ser, por vezes, uma experiência não tão agradável. A calibração do acelerador eletrônico e o momento de entrega do torque têm uma combinação inesperada, dando a sensação de retardo com uma entrega abrupta de força.Isso não significa que o carro não tenha boas respostas em todas as situações, principalmente no modo Sport, em que o conjunto ganha mais apetite. Além desse, existem ainda o Normal e o Eco, que reduzem a situação desconfortável. Continua após a publicidade–Fernando Pires/Quatro Rodas–Fernando Pires/Quatro RodasPor falar no modo Eco, é nele que os nossos testes de consumo são feitos. Nem assim, porém, o CS55 obteve boas médias. Com gasolina, o modelo chegou aos 9 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada, números semelhantes aos vistos no VW Tiguan, um SUV grande com mais de 270 cv de potência.O acerto da suspensão é agradável e, junto aos pneus de perfil relativamente alto, 225/55 R19, tem boa entrega de conforto para rodar na cidade. Já na estrada, a rolagem da carroceria não se mostrou tão firme. Em acelerações e retomadas, a inclinação longitudinal é agradável.–Fernando Pires/Quatro RodasA distância em relação ao solo de 18,8 cm foi suficiente para que o carro passasse sem dificuldades em valetas ou trechos de asfalto mais esburacados. O carro tem 1.466 kg e ao pisar no pedal do freio, o motorista sente que o CS55 não é dos mais leves, já que o pedal é um tanto borrachudo.No caso da direção, o CS55 tem 4 modos: Leve, Normal, Auto e Sport. A maior diferença fica entre o primeiro e o último. Na prática, a sensação é de que o rodar do volante fica mais ou menos macio a depender da opção selecionada.–Fernando Pires/Quatro RodasNo teste, o modo Auto e Normal foram muito parecidos e os mais agradáveis, enquanto o Sport dá a sensação de mais controle sobre o carro, principalmente em velocidades mais altas, por ter um “peso” extra. No modo Leve, a direção fica com uma resposta muito lenta e causa certo desconforto até mesmo em curvas mais abertas.Ficha Técnica – CS55 Infinity Turbo FlexMotor: Flex, transv., 4 cilindros, turbo, 16 válvulas, 1.500 cm³, 180 cv a 5.00 rpm, 29,2 kgfm entre 1.500 rpm e 4.000 rpmCâmbio: Dupla embreagem (DCT), 7 marchas, tração dianteiraSuspensão: independente, tipo MacPherson (dianteira), independente, tipo Multilink (traseira)Freios: discos ventilados (dianteira), discos sólidos (traseira)Direção: elétrica (EPS)Rodas e pneus: rodas de liga leve 19”, 225/55 R19Dimensões: comprimento 4,55 m, largura 1,87 m, altura 1,68 m, entre-eixos 2,66 m, peso 1.466 , vão livre 18,8, porta-malas 525 litros, tanque 51 litros Publicidade