Não se trata de ignorar as responsabilidades organizacionais, mas sinalizar que a passagem da intenção à acção é antes de mais, um compromisso pessoal. Mesmo em contextos exigentes, cada profissional dispõe de margem de decisão sobre onde investir a sua energia, atenção, tempo e prioridades. E é aqui que surgem as autossabotagens: «Depois das férias já não há tempo para cuidar de mim», «As reuniões intermináveis estão a dar cabo do meu tempo livre», «Está a chover e está frio; acho que é melhor faltar ao treino e ficar a ver esta série.» Estas autoverbalizações criam vieses cognitivos que reforçam o statu quo e comprometem a mudança desejada. Pensar que estará para breve o dia especial em que será possível executar o que se pretende, não é mais do que uma falácia… Perigosa! Não há condições ideais para a prática do autocuidado pelo que o melhor momento para começar será (sempre) agora! A questão não é encontrar mais tempo, mas atribuir valor diferencial ao tempo existente. 10 a 15 minutos diários podem funcionar como micro-intervenções de regulação psicológica, activação física e recuperação cognitiva. Não substituem planos mais ambiciosos, mas podem impedir que a negligência se torne padrão. 10 práticas breves de autocuidado Definir e executar uma acção diária de auto-cuidado; Fazer pausas respiratórias de 3-5 minutos entre blocos de trabalho (3 segundos de inspiração, 4-5 segundos de expiração); Converter tarefas não-críticas em caminhadas de 5-10 minutos; Definir e executar uma ‘hora para desligar’, a partir da qual não se iniciam novas tarefas, salvo excepções. Quando se pensa em trabalho, mesmo durante o lazer, o cérebro recomeça a trabalhar; Se não houver motivação/energia para o treino habitual, encurtá-lo para uma duração de 10-15 minutos. A mente irá processá-lo como prática e não como desistência; Fechar cada jornada de trabalho (5 minutos) com o registo do que foi concluído, do que transitou para o dia seguinte e do que será prioritário amanhã; Tomar pelo menos, uma refeição/dia sem ecrãs; Praticar 3-5 minutos de atenção plena ou permanecer em silêncio, sem notificações. A recuperação psicocorporal exige períodos sem input; Fazer uma autoavaliação do nível de bem-estar (cinco minutos) dos seguintes parâmetros: energia, tensão muscular, humor e foco, usando uma escala de 0 a 10. Esta monitorização facilita a tomada de consciência e, consequentemente, alguma ação correctiva; Reservar 15 minutos/dia para uma actividade lúdica: música, leitura, conversação, arte ou simplesmente não fazer nada. Parar é recuperar!Work-life balance não é o equilíbrio perfeito. É uma prática de gestão pessoal, feita de escolhas e reajustamentos. O auto-cuidado não é uma recompensa por se ter atingido um objectivo, mas uma condição fundamental para manter a sustentabilidade dos resultados com sentido, propósito e prazer! Este conteúdo integra a edição da newsletter ‘Em Foco’ dedicada ao tema ‘Back to Work & Work-Life Balance’. Subscreva aqui as nossas newsletters. Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a Dave Morgan.O conteúdo ‘Work-life balance’ – Um compromisso pessoal aparece primeiro em Revista Líder.