Os preços do petróleo sobem cerca de 2% nesta terça-feira (15), enquanto persistem as preocupações com interrupções no abastecimento após ataques contra a infraestrutura energética da Arábia Saudita deixarem o oleoduto East-West fora de operação e lançarem dúvidas sobre os esforços para reduzir os riscos ao transporte marítimo no Golfo.Os contratos futuros do petróleo Brent subiam US$ 2,04, ou 1,93%, para US$ 107,70 por barril às 5h (horário de Brasília), enquanto os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos avançavam US$ 2,05, ou 2,02%, para US$ 103,40 por barril. Os dois referenciais haviam subido mais de 1% na sessão anterior. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "UKOIL", "UKOIL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "ddb6e98"} ); As forças Houthi do Iêmen, apoiadas pelo Irã, lançaram novos ataques contra a Arábia Saudita nesta segunda-feira (14), enquanto os países árabes do Golfo adiaram as discussões planejadas com o Irã, alimentando preocupações de que o conflito no Oriente Médio possa se ampliar e provocar novas interrupções no abastecimento global de petróleo.Os Houthis realizaram um ataque com mísseis e drones contra a base aérea militar de Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, atingindo hangares de aeronaves, sistemas de radar, pistas de pouso e depósitos de munição, em retaliação aos ataques sauditas no Iêmen.Isso ocorreu após os ataques de sexta-feira contra a Arábia Saudita, que Riad atribuiu a combatentes apoiados pelo Irã no Iraque, e que interromperam o funcionamento do oleoduto East-West do país, permitindo que as exportações de petróleo contornem o bloqueado Estreito de Ormuz.“Os operadores de petróleo estão tratando cada novo ataque ou dano à infraestrutura como um risco adicional para a oferta, ao mesmo tempo em que permanecem altamente atentos a qualquer sinal de que o oleoduto East-West ou os fluxos pelo Estreito de Ormuz possam ser normalizados”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade.O tráfego de embarcações de commodities pelo Estreito de Ormuz caiu ontem para quatro, ante dez no dia anterior, segundo dados preliminares da Kpler divulgados hoje, aumentando as preocupações em relação a uma rota que transportava cerca de um quinto da oferta global de petróleo antes do início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.A Arábia Saudita poderá começar a esgotar o petróleo disponível para exportação dentro de poucos dias, a menos que restabeleça as operações do oleoduto East-West, potencialmente retirando do mercado até 4% da oferta global, segundo compradores e operadores sauditas.O maior exportador mundial utiliza o oleoduto para redirecionar cerca de 4 milhões de barris por dia — aproximadamente 4% da oferta global — para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho.“Permanece muita incerteza sobre a extensão dos danos e a duração da interrupção do oleoduto East-West na Arábia Saudita. É provável que os preços continuem bem sustentados até que tenhamos maior clareza”, disseram analistas do ING em uma nota.Separadamente, o presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou ontem que Kiev estava pronta para apoiar uma proposta dos Estados Unidos de um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia limitado a instalações de energia, desde que Washington pudesse garantir que Moscou estivesse realmente disposta a pôr fim à guerra contra a Ucrânia.Na China, dados oficiais mostraram que o processamento de petróleo aumentou pelo segundo mês consecutivo em agosto, impulsionado pelas exportações de combustíveis depois que Pequim flexibilizou as restrições em meados de julho.