Quanto custa carregar um autopropelido e como isso impacta a conta de luz

Wait 5 sec.

Carregar um autopropelido custa pouco na conta de luz e, segundo informações da StreetGo, a recarga completa de uma bateria de 960 Wh consome cerca de 1,08 kWh da rede elétrica, considerando eficiência global de 89%.Com uma tarifa residencial entre R$ 0,90 e R$ 1,10 por kWh, o gasto por carga fica em torno de R$ 0,97 a R$ 1,19. Além disso, a autonomia varia entre 20 e 60 quilômetros, o que leva o custo de energia para algo entre R$ 0,02 e R$ 0,06 por quilômetro rodado.Quanto custa recarregar o autopropelido na práticaO cálculo não considera apenas a capacidade da bateria. No caso da StreetGo, a empresa informa que a eficiência global de aproximadamente 89% exige um consumo maior da rede para armazenar os 0,96 kWh da bateria.De acordo com David Peterle, CEO da StreetGo, o custo de operação surpreende quem começa a usar esse tipo de veículo. “Muita gente acredita que carregar uma bateria elétrica da StreetGo pesa na conta de luz, mas acontece exatamente o contrário. Quando o consumidor compara esse custo com o que gastava mensalmente com combustível, percebe rapidamente a economia que a mobilidade elétrica proporciona.”Segundo a empresa, a autonomia real pode variar conforme peso do condutor e da carga, relevo, velocidade, calibragem dos pneus, condições do percurso e forma de condução.Autopropelido gasta menos que carro a combustãoA comparação com um veículo a combustão reforça a diferença. Um automóvel que faz 12 km/l e usa gasolina a R$ 6,50 por litro apresenta gasto de cerca de R$ 0,54 por quilômetro apenas com combustível.Assim, enquanto o autopropelido StreetGo fica na faixa de R$ 0,02 a R$ 0,06 por quilômetro em energia elétrica, o carro chega a R$ 0,54 por quilômetro. Na prática, isso significa uma diferença de 9 a 33 vezes a menos no gasto energético por quilômetro.Peterle afirma que o benefício aparece principalmente no uso diário. “O consumidor normalmente olha primeiro para o preço de compra, mas é no uso diário que percebe o verdadeiro benefício. A economia com combustível é constante e, ao longo de um ano, representa uma redução importante no custo de mobilidade.”Além da energia, a empresa destaca que os autopropelidos têm estrutura mecânica mais simples do que automóveis e motocicletas a combustão. Por isso, não exigem troca de óleo do motor, filtros de combustível e outros itens da manutenção tradicional.Outro ponto citado é que os equipamentos enquadrados como autopropelidos pela Resolução CONTRAN nº 996/2023 dispensam habilitação, registro, licenciamento e emplacamento, o que reduz custos adicionais de mobilidade individual.“Quando colocamos tudo na ponta do lápis – energia, manutenção, impostos e praticidade – o autopropelido deixa de ser apenas uma alternativa sustentável e passa a ser também uma decisão financeira inteligente. É um investimento que continua gerando economia todos os dias”, disse Peterle.Dados da Abraciclo mostram ainda que as bicicletas elétricas se destacaram na indústria no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram produzidas 34.122 unidades, alta de 87,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com isso, a categoria passou a responder por 20,9% da produção de bicicletas no Polo Industrial de Manaus.O post Quanto custa carregar um autopropelido e como isso impacta a conta de luz apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.