Ala do Planalto quer ministros na linha de frente das críticas a Moraes

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Uma ala do Palácio do Planalto defende, nos bastidores, que ministros do governo ligados à área jurídica assumam a linha de frente das declarações sobre a crise no STF, incluindo possíveis críticas ao ministro Alexandre de Moraes.Na avaliação dessas fontes palacianas, os ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça) e Jorge Messias (AGU) deveriam atuar de forma mais incisiva na contenção de danos da crise, poupando o presidente Lula desse desgaste.3 imagensFechar modal.1 de 3Presidente LulaLUIS NOVA / METRÓPOLES@LuisGustavoNova2 de 3O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington DiasVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto3 de 3Ministro da Justiça, Wellington César Lima e SilvaVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoO objetivo seria evitar que Lula fique exposto e seja associado a Moraes. O presidente tem sido aconselhado por aliados a soltar a mão de Moraes, para evitar que a crise do STF respinge eleitoralmente no petista.Nos bastidores, o ministro da Justiça já vem sendo alvo de críticas de integrantes do governo e do PT, que consideram “passiva” sua atuação diante da forte turbulência que Supremo atravessa. Leia também Igor GadelhaLíder do PL reage a reajuste do Bolsa Família por Lula a 17 dias da eleição Igor GadelhaFux e Mendonça pedem à PF acesso integral a celular de Vorcaro Igor GadelhaItamaraty minimiza pedido de Trump sobre “dissidentes políticos” no Brasil Igor GadelhaPT pede ao STF acesso à investigação sobre ACM Neto no Caso Master Aliados de Lula afirmaram à coluna, sob reserva, que Wellington não teria experiência no trato com o STF e tampouco teria se cercado de auxiliares com trânsito na Corte que pudessem ajudá-lo na condução da crise.Messias, por sua vez, também tem sido cobrado por integrantes do Planalto por não se manifestar publicamente sobre o caso. A avaliação é dessa ala do governo é de que ele deveria ajudar a dividir o ônus da crise com Lula.