OranjeBTC lança ETF ligado ao Bitcoin com renda mensal e já prepara novos fundos

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A OranjeBTC lançou nesta terça-feira (15) na B3 o DIGY11, seu primeiro produto financeiro além da própria tesouraria em Bitcoin. O ETF chega ao mercado com uma proposta pouco comum entre os fundos ligados a cripto: fazer distribuições mensais em reais a partir de ações preferenciais emitidas por empresas que mantêm grandes reservas de Bitcoin.As negociações começam nesta terça. A companhia realizou uma cerimônia na sede da B3, em São Paulo, para o início das negociações. O Itaú BBA atua como estruturador e distribuidor do produto.O DIGY11 não compra Bitcoin diretamente e, portanto, não busca acompanhar a cotação do BTC. Sua carteira inicial terá ações preferenciais da Strategy, por meio do STRC, e da Strive, por meio do SATA. Os papéis foram estruturados para realizar pagamentos recorrentes em dólar e são emitidos por companhias que mantêm Bitcoin como parcela relevante de seus balanços.A estrutura terá proteção cambial, liquidez diária na B3 e objetivo de distribuir mensalmente em reais os rendimentos obtidos no exterior. Nas condições atuais, a OranjeBTC estima um potencial equivalente ao CDI mais 3% a 5% ao ano, mas ressalta que a projeção não é garantia de retorno e não considera a variação do preço das cotas.“O brasileiro ainda pensa em renda e CDI”Em entrevista durante o lançamento, Guilherme Gomes, CEO da OranjeBTC, disse que a estrutura do DIGY11 foi pensada justamente para aproximar o Bitcoin de um perfil de investidor que ainda tem pouca familiaridade com a criptomoeda.“O brasileiro ainda pensa em reais, infelizmente. A gente quer que ele comece a pensar em Bitcoin, mas ainda pensa em reais. E ainda pensa muito em renda e pensa em CDI”, afirmou. Segundo Gomes, a intenção foi criar um produto com pagamentos mensais e uma expectativa de retorno acima do CDI, mas ligado à economia do Bitcoin.Para o executivo, o fundo pode funcionar como uma porta de entrada para quem não quer comprar BTC diretamente ou conviver com toda a volatilidade da criptomoeda.Gomes argumentou que existem investidores interessados em Bitcoin puro, outros que preferem exposição por ações e um terceiro grupo que busca renda, menor volatilidade e ativos fora do risco Brasil. É esse último público que o DIGY11 pretende atingir.“O ETF é mais uma porta de entrada para o Bitcoin”, afirmou.O fundo será gerido pela 3R Investimentos, com índice calculado pela MarketVector, empresa do grupo VanEck, e administração fiduciária do Banco Daycoval. A taxa de gestão é de 0,90% ao ano, com custo total estimado em 1,30%, enquanto as distribuições devem ser tributadas em 15%.Apesar da proposta de renda, o DIGY11 é um ETF de renda variável, não conta com garantia do FGC e está sujeito a riscos de mercado, crédito, liquidez e às decisões dos emissores sobre suas distribuições.OranjeBTC já trabalha nos produtos “2, 3 e 4”O DIGY11 também deve ser apenas o primeiro passo da companhia no mercado de produtos financeiros. Durante a entrevista, Gomes revelou que a OranjeBTC já está trabalhando em novas soluções.“Como qualquer grande gestora, a gente está lançando esse e já estão trabalhando no 2, no 3 e no 4”, afirmou. Segundo ele, as próximas ofertas podem incluir novos ETFs. A companhia confirmou que há ideias em estudo, mas ainda não existe produto definido que possa ser anunciado.A aposta ocorre em meio à expansão dos ETFs no Brasil. Gomes afirmou que o patrimônio de ETFs de renda fixa no mercado nacional passou de aproximadamente R$ 12,5 bilhões para R$ 60 bilhões em um ano, crescimento que, na visão do executivo, mostra a maior aceitação do formato pelos investidores.Para ele, fatores como negociação direta pela corretora, transparência, custos menores e regras claras ajudam a explicar a expansão. O Brasil também já tem histórico relevante com ETFs de ativos digitais, o que levou a OranjeBTC a enxergar o DIGY11 na interseção entre duas tendências: o crescimento dos ETFs e a maior integração de Bitcoin ao mercado de capitais.Com o novo fundo, a companhia amplia uma estratégia que até agora era mais conhecida pela construção de sua própria reserva corporativa de BTC. A ideia, segundo Gomes, é usar o mercado de capitais para oferecer diferentes formas de exposição à chamada economia do Bitcoin — e o DIGY11 não deve ser a última.Quer investir na maior criptomoeda do mundo? No MB, você começa em poucos cliques e de forma totalmente segura e transparente. Não adie uma carteira promissora e faça mais pelo seu dinheiro. Abra sua conta e invista em bitcoin agora!O post OranjeBTC lança ETF ligado ao Bitcoin com renda mensal e já prepara novos fundos apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.