Cascais já está marcado a ferro e brasa pelo Chefs on Fire e a oitava edição de um dos maiores festivais de gastronomia no fogo da Europa regressa já no próximo fim de semana. Nos dias 19 e 20 de setembro o lume volta a estalar no Parque Marechal Carmona, reunindo mais de 40 chefs nacionais e internacionais que, em conjunto, somam 24 Sóis do Guia Repsol e 13 Estrelas do Guia Michelin. Segundo Gonçalo Castel-Branco, produtor executivo do evento, esta será também a edição «com o maior número de chefs mulheres e chefs internacionais», num ano em que o festival cresce em espaço, programação e ambição.«Continuamos a nossa expansão internacional – já estamos em cinco países – mas Cascais continua a ser o core deste projeto», acrescentou.A Líder esteve presente no Corporate Day, que aconteceu na passada sexta-feira e serviu de aperitivo para antecipar o festival. Com foco em parceiros, executivos e empresas, esta tarde mostrou que o Chefs on Fire pode ser ponto de encontro para organizações, marcas, colaboradores e networking. Cozinha no fogo, música e experiências ao ar livreNum fim de tarde idílico, os mais distraídos esquecer-se-iam que estamos em setembro. Várias mesas e cadeiras de madeira espalhavam-se pelo relvado. O cheiro a fumo rapidamente nos transportou para uma tarde de verão e um churrasco entre amigos – cenário que fez nascer a ideia para este evento.A inspiração surgiu numa festa de anos organizada por Gonçalo Castel-Branco, numa casa no Alentejo. Ao deparar-se com uma cozinha demasiado pequena, decidiu fazer uma fogueira e cozinhar para todos no jardim. No dia seguinte, às quatro da manhã, ateou fogo no chão, abriu um buraco na terra para enterrar alguns legumes e pendurou carnes e ananases nos ramos de um sobreiro. O resultado foi um banquete memorável, partilhado entre amigos à volta de uma grande fogueira.O banquete do Corporate Day ficou a cargo dos chefs Rui Rebelo, Vítor Adão, João Correia, Diana Roque, Ruben Trindade e Diogo Lopes, dando a conhecer algumas pistas do que se pode esperar na edição deste ano. À disposição estavam dois pratos de carne, dois de peixe e uma opção vegetariana à base de cogumelos eryngii e molho tailandês que rapidamente formou uma fila generosa. Para terminar, não faltou uma sobremesa com pera braseada.Fugir ao «evento corporate engravatado» em que se servem croquetesPara Gonçalo Castel-Branco, o crescimento do evento também reflete uma mudança na forma como as pessoas e as empresas procuram experiências presenciais. Num tempo marcado pela inteligência artificial e pela aceleração digital, defende, há uma valorização crescente daquilo que não pode ser substituído pela tecnologia.«Quanto mais as pessoas trabalham com digital e com novas tecnologias, mais procuram experiências que não podem ser substituídas. Procuram estar cara a cara, procuram coisas sensoriais, como cheiros e sabores», explicou.É também por isso que acredita que eventos como o Chefs on Fire ganham relevância no universo corporativo, que quer cada vez mais fugir «ao evento corporate engravatado» onde se servem croquetes. «Eu acho que as pessoas estão sedentas de estar ao pé das suas equipas e dos seus stakeholders de uma forma muito, muito mais informal», concluiu. Fotografias: Chefs on FireO conteúdo Chefs on Fire regressa a Cascais com a maior presença feminina de sempre aparece primeiro em Revista Líder.