O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, no dia 8 de setembro, por determinação do ministro André Mendonça, e afirmou que “isso não se faz”. A declaração foi feita durante sessão extraordinária para julgar se deve ser aberta ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes.“Caso colocado às 10 horas da manhã para julgamento, pedi vista a 10h1, salvo engano, 10h4, o ministro Kassio já tinha votado. Eram 22 páginas. Às 10h6 no ministro Fux já tinha votado. Nenhum problema, mas com a experiência de velho magistrado de tantos anos, eu u sabia que algo ia acontecer, que isso não poderia ocorrer”, afirmou.O ministro ainda afirmou que “qualquer cidadão que tenha um mínimo de noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado, submetido à hierarquia, não faria afastamento de um diretor geral da polícia”“É como afastar o diretor, o presidente da Nasa ou tirar o comandante do Exército não se faz. O sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa”, criticou.