Após vencer o Arnold Classic Ohio, a fisiculturista Wellness Rayane Fogal mira o título da categoria no Mr. Olympia deste ano e afirma estar mais confiante e preparada para ser campeã.“Até brinco que este ano estou com ‘aura de campeã’, porque está diferente. Minha energia (…) estou mais confiante. Estou trabalhando para vencer”, disse à CNN.Neste ano, após vencer em Ohio, Rayane venceu o Arnold Classic UK, em Birmingham, no Reino Unido.“Fiquei muito feliz não só pelo fato de ter ganhado, mas também por ter consolidado ali. Eu ganhei o Ohio e, três semanas depois, ganhei o UK. Isso me trouxe de volta para o jogo de uma forma que tenho certeza de que vou estar dentro do top 3 este ano no Olympia“, afirmou. Leia Mais "Top 4 foi um grande choque", afirma Ramon Dino sobre Mr. Olympia 2024 Após problemas com visto, Hadi Choopan anuncia que não irá ao Mr. Olympia Treinador de Ramon Dino, Pacholok diz: "Ele é diferenciado geneticamente" Para ela, o primeiro título deu mais confiança porque veio sobre uma atleta que havia ficado à frente dela no Olympia, a dominicana Elisa Alcantara.Na última edição, a atleta ficou em quarta colocada, atrás de Elisa e das brasileiras Isa Pereira Nunes e da campeã Eduarda Bezerra.Isa Pereira, que campeã em 2024 e vice na última edição, promete trazer a melhor versão de sua carreira neste ano, como mostrou a CNN.Neste ano, o Mr. Olympia acontece entre os dias 24 e 27 de setembro, em Las Vegas (EUA),e pela primeira vez terá transmissão gratuita.Preparação mais longaEm relação a preparação, a atleta afirmou ter iniciado faltando 20 semanas para o Olympia, permitindo uma reta final menos agressiva que em anteriores.“A preparação está bem tranquila em relação às outras que já fiz em toda a minha carreira (…) está sendo diferente e mais leve justamente porque o volume não é mais um problema”, revelou.Segundo a mineira, o feedback dos árbitros nos Arnolds indicou que o volume muscular já estava adequado, enquanto o glúteo poderia evoluir mais.Ela afirma que o volume sempre foi um problema, por sempre precisar diminuir para se encaixar na categoria, sofrendo mais na dieta, no cardio e nos treinos.“Já estou com o volume dentro do padrão que a categoria pede e, consequentemente, consigo fazer um trabalho melhor para o palco do Olympia”, ponderou.Após os dois Arnolds, a atleta aproveitou a condição e fez um pequeno off-season, período em que os fisiculturistas focam em ganho de massa muscular para melhorar os pontos fracos do físico, buscando a melhor versão no retorno aos palcos.“Conseguimos aumentar bastante o volume muscular no glúteo”, lembrou.Segundo Rayane, os dois campeonatos em sequência a ajudaram porque deu tempo e margem para aproveitar o feedback e trabalhar nos pontos necessários.Em comparação com a última edição do Olympia, a atleta sente que neste ano, por ter conseguido a vaga mais cedo, em março, houve uma diferença, pois assim teve um tempo de descanso.“Isso acaba ajudando porque o corpo sofre menos, o físico sofre menos e você se desgasta menos do que quando tem menos tempo e precisa apertar mais a dieta”, disse.Já em 2025, ela se classificou em agosto, há apenas dois meses do campeonato.“Então não conseguimos fazer esse tempo de descanso; eu meio que continuei a preparação”, relembrou.Dieta e treinoNa parte de treino, a atleta tem treinado membros inferiores, divido entre posteriores e glúteo, três vezes por semana e superior uma vez por semana, sendo apenas ombro, e de forma leve.Segundo ela, o objetivo é apenas manter a definição e não aumentar volume.“Quando estou mais disposta, prefiro treinar pela manhã, em jejum, e o almoço seria meu pós-treino. Quando estou mais cansada, prefiro fazer uma refeição e, logo em seguida, ir treinar”, conta.Entretanto, por ser adepta do jejum intermitente, Rayane diz preferir treinar pela manhã durante o período sem refeições.“Já estou acostumada e até prefiro”, diz.Sobre a dieta, nesta fase final a atleta alterna entre dias com ciclos de carboidratos.Ao todo, são três refeições com 150 gramas de legumes, salada de folhas à vontade e 150 gramas de proteína, entre frango e peixe, além de quatro claras de ovos.Nos dias de carboidrato, ela adiciona arroz branco ou creme de arroz.“O físico está respondendo bem a essa estratégia e continuo fazendo três refeições por dia”, conta.“Pressão é privilégio”Durante a entrevista, a brasileira disse lidar bem com a pressão, declarando que “a pressão sempre existe para quem está no topo”.“É uma frase que levo para minha vida: ‘Pressão é o privilégio’. Se você está sendo pressionada por algo, é sinal de que está no topo”, disse.Ainda segundo Rayane, ela disse preferir a pressão, pois dessa forma ela exige mais de si mesma e consigue entregar o melhor em tudo que vá fazer.“Como falei, o nível vai estar muito alto. As meninas estão super preparadas, estão todas muito bem, mas estou muito confiante devido ao que aconteceu nos dois Arnolds. Isso me trouxe muita confiança”.“Sinto-me pronta para ser a maior representante da minha categoria”, finalizou.Ramon Dino sobre adversários: “Sempre busco olhar só para mim”