Review | The Blood of Dawnwalker é a grande surpresa dos RPGs em 2026

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The Blood of Dawnwalker é o novo RPG de ação da Rebel Wolves, estúdio formado por veteranos de The Witcher 3: Wild Hunt. A trama acompanha Coen de Laslea, um jovem dividido entre sua natureza humana e vampírica que precisa resgatar a família das mãos de Brencis, um antigo vampiro que assumiu o controle do Vale Sangora. Com ótima narrativa, quests bem roteirizadas, combate baseado em parry direcional e liberdade nas escolhas, o game entrega uma experiência muito positiva, apesar de alguns problemas no mundo aberto e da forte influência da franquia The Witcher.O TechTudo testou The Blood of Dawnwalker no PlayStation 5 (PS5) base, utilizando o modo Desempenho durante a campanha. A seguir, confira nossas impressões sobre narrativa, combate, exploração, sistema de progressão, desempenho e outros pontos do novo RPG da Rebel Wolves. Vale lembrar que o game também está disponível para Xbox Series X, Xbox Series S e PC (via Steam).🎮 Review | Marvel’s Wolverine diverte, mas não consegue criar identidade própria📲 Comparador de celulares do TechTudo: veja os melhores para jogarThe Blood of Dawnwalker acompanha Coen em uma jornada para salvar sua família enquanto enfrenta vampiros e outras criaturas sobrenaturais.Foto - Gabriel Almeida/TechTudo➡️ Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews📝 Quais são os dez melhores jogos na sua opinião? Comente no Fórum TechTudoInitial plugin textReview | The Blood of Dawnwalker é a grande surpresa dos RPGs em 2026The Blood of Dawnwalker vale a pena?Coen dá peso a uma ótima narrativaCombate direcional é um dos melhores sistemas do jogoMundo aberto é o elo mais fracoSemelhanças com The Witcher 3 pesamFrações de tempo assustam mais do que deveriamDesempenho no PS5 poderia ser melhor1. The Blood of Dawnwalker vale a pena?Em alto e bom som, sim! The Blood of Dawnwalker é uma excelente estreia para a Rebel Wolves. O jogo entrega uma narrativa profunda, missões bem escritas, um sistema de combate extremamente prazeroso e uma progressão que recompensa quem dedica tempo para explorar Vale Sangora e desenvolver Coen. Para uma primeira tentativa do estúdio, é um RPG muito bom e, acima de tudo, prazeroso de jogar.A dualidade entre humano e vampiro também funciona muito bem tanto na jogabilidade quanto na construção do protagonista. Coen consegue demonstrar humanidade mesmo cercado por criaturas sobrenaturais e, ao mesmo tempo, deixa espaço suficiente para que o jogador defina que tipo de pessoa ele será. Essa liberdade ajuda a tornar a jornada mais pessoal e combina bem com as diferentes possibilidades oferecidas ao longo da campanha.The Blood of Dawnwalker entrega uma experiência sólida e mostra que a Rebel Wolves tem potencial para ir ainda mais longe em futuros projetos.Foto - Gabriel Almeida/TechTudoOs principais problemas estão no mundo aberto repetitivo e na influência excessiva de The Witcher 3: Wild Hunt. A experiência dos desenvolvedores que trabalharam no RPG da CD Projekt Red é perceptível desde as primeiras horas e ajuda o jogo em diversos momentos, principalmente na forma de contar histórias e construir missões. No entanto, essa influência também se torna um de seus pontos fracos. Por mais que The Witcher 3 seja uma ótima referência, The Blood of Dawnwalker mostra em seus melhores momentos que possui ideias suficientes para caminhar com as próprias pernas e poderia se arriscar mais para construir uma identidade própria.Mesmo com essas limitações e alguns tropeços de desempenho no PS5 base, a experiência foi muito positiva. Quando narrativa, combate, progressão e liberdade se encontram, The Blood of Dawnwalker consegue entregar exatamente aquilo que se espera de um bom RPG. Vale Sangora é um lugar que vale a pena explorar e, para uma primeira tentativa da Rebel Wolves, é difícil não chegar ao fim querendo ver até onde o estúdio pode levar essa fórmula em uma eventual sequência.Confira outras análises do TechTudoReview | Marvel’s Wolverine diverte, mas não consegue criar identidade própriaStar Wars Zero Company acha seu caminho em uma galáxia não tão distanteMetal Gear Solid Master Collection Vol. 2 é presente para fãs da sagaHalo: Campaign Evolved impacta com visuais únicos na nova era do Xbox007 First Light entrega o jogo de James Bond certo na hora certaCrimson Desert tem história fraca, mas acerta no que se propõeReview | Resident Evil: Requiem vale o hype e entrega tensão do início ao fimReview | PRAGMATA encanta com protagonistas carismáticos e combate intensoReview | Life is Strange Reunion corrige erros, mas está longe de ser perfeito2. Coen dá peso a uma ótima narrativaUm dos grandes acertos de The Blood of Dawnwalker está em sua história. A narrativa consegue manter o interesse durante boa parte da campanha e é acompanhada por quests muito bem roteirizadas, inclusive entre as missões secundárias. Em muitos casos, atividades que inicialmente parecem pequenas acabam apresentando personagens interessantes, revelações ou situações que ajudam a entender melhor o Vale Sangora.No centro dessa história está Coen de Laslea, um jovem que se torna um penumbro, uma espécie de híbrido entre humano e vampiro. Sua família é sequestrada e, praticamente de uma hora para outra, ele precisa enfrentar criaturas sobrenaturais que até então estavam muito além da sua realidade.Coen é o centro da narrativa de The Blood of Dawnwalker e ajuda a dar peso às escolhas feitas pelo jogador ao longo da campanha.Foto - Gabriel Almeida/TechTudoO que mais me chamou atenção no protagonista foi ironicamente sua humanidade. Coen reage ao que acontece ao seu redor e demonstra sentir o peso das situações pelas quais passa. Mesmo sendo um RPG no qual boa parte das decisões está nas mãos do jogador, não parece que estamos controlando apenas um personagem vazio esperando pela próxima escolha de diálogo.Essa característica também combina bem com a liberdade para definir quem o personagem será. É possível tomar decisões mais cruéis e abraçar seu lado vampírico ou tentar agir como um herói sempre que possível. Na minha campanha, preferi seguir por um caminho mais cinzento. Coen era justo na maior parte do tempo, mas também entendia que algumas situações exigiam decisões difíceis.3. Combate direcional é um dos melhores sistemas do jogoO combate funciona muito bem em The Blood of Dawnwalker. O sistema de parry baseado na direção dos golpes dos inimigos é muito satisfatório e exige que o jogador preste atenção aos movimentos do adversário antes de simplesmente atacar.Depois que a mecânica começa a fazer sentido, os confrontos ganham um ritmo muito bom. O sistema fica ainda mais interessante quando combinado com a árvore de habilidades. Dependendo da evolução escolhida, dominar o parry pode deixar Coen extremamente poderoso e algumas combinações chegam a parecer extremamente roubadas.O combate de The Blood of Dawnwalker exige atenção à direção dos golpes e torna cada confronto mais estratégico e envolvente.Foto - Gabriel Almeida/TechTudoA progressão também é bastante recompensadora. Explorar o mapa, acumular experiência, encontrar equipamentos e desbloquear novas habilidades realmente passa a sensação de que o tempo gasto fortalecendo o personagem está fazendo diferença. Aqui, o protagonista se torna visivelmente mais capaz conforme a campanha avança.Outro destaque está justamente na dualidade entre humano e vampiro. As árvores oferecem caminhos diferentes para desenvolver o protagonista e permitem experimentar builds variadas. A mudança também vai além dos números, já que determinadas habilidades e possibilidades ficam restritas ao dia ou à noite.A árvore de habilidades permite desenvolver Coen e desbloquear novas possibilidades de combate e exploração ao longo da campanha.Foto - Gabriel Almeida/TechTudoThe Blood of Dawnwalker também não é um jogo particularmente difícil, embora esteja longe de ser uma moleza. Como em qualquer bom RPG, é preciso entender quando um inimigo está acima das capacidades atuais do personagem. Entrar despreparado em determinadas áreas pode resultar em uma morte rápida.As batalhas contra chefes são interessantes justamente por isso. Explorar e concluir determinadas missões secundárias antes de alguns confrontos pode facilitar bastante a luta. O jogo recompensa quem investiga o mundo e te prepara, em vez de transformar todos os chefes apenas em testes de habilidade.4. Mundo aberto é o elo mais fracoSe a narrativa e as quests são alguns dos melhores elementos de The Blood of Dawnwalker, o mesmo não pode ser dito do mundo aberto. Vale Sangora tem bons cenários e uma atmosfera que combina bastante com a proposta do jogo, mas é relativamente vazia durante a exploração.Boa parte dos encontros pelo mapa envolve os mesmos lobos e javalis, além de acampamentos de soldados de Brencis ou grupos de ladrões que começam a se repetir depois de algumas horas. Existe conteúdo interessante espalhado pelo cenário, mas o caminho entre uma missão e outra nem sempre consegue acompanhar a qualidade das próprias quests.O mundo aberto de The Blood of Dawnwalker é o elo mais fraco da experiência, com atividades que acabam se tornando repetitivas ao longo da campanha.Foto - Gabriel Almeida/TechTudoNesse aspecto, o jogo chegou a me lembrar Far Cry. Algumas atividades consistem em atacar posições inimigas para enfraquecer os aliados de Brencis, enquanto cartas e outras comunicações encontradas durante a exploração podem levar a novas missões ou informações sobre seus subordinados.A estrutura funciona, principalmente porque ajuda na sensação de avançar contra o domínio do vilão, mas faltou variedade. É um dos pontos em que o menor investimento da Rebel Wolves fica mais evidente. Há uma boa base, mas o mundo poderia ser mais vivo e apresentar encontros menos previsíveis.5. Semelhanças com The Witcher 3 pesamÉ praticamente impossível jogar The Blood of Dawnwalker sem lembrar de The Witcher 3. A comparação não acontece apenas porque parte da equipe da Rebel Wolves trabalhou no RPG da CD Projekt Red. Ela aparece na maneira como algumas missões são estruturadas, nos diálogos, na exploração e até na trilha sonora do game.Isso está longe de transformar Dawnwalker em um jogo ruim. Pelo contrário. Muitas das características herdadas funcionam muito bem e ajudam a explicar a qualidade da narrativa e das missões. O problema aparece quando a influência é forte demais.Em vários momentos senti falta de mais originalidade. A proposta de controlar um personagem dividido entre humano e vampiro, somada ao sistema de tempo e às diferenças entre dia e noite, mostra que The Blood of Dawnwalker tem boas ideias próprias. Justamente por isso, gostaria que o jogo confiasse mais nelas. The Witcher é um RPG incrível, mas The Blood of Dawnwalker é melhor quando tenta ser a si mesmo.As semelhanças com The Witcher 3 aparecem em diferentes momentos de The Blood of Dawnwalker, tanto na estrutura das missões quanto na construção do mundo, até na trilha sonora.Foto - Gabriel Almeida/TechTudo6. Frações de tempo assustam mais do que deveriamAntes do lançamento, o sistema de frações de tempo provavelmente foi uma das mecânicas que mais afastaram alguns jogadores. Coen tem 30 dias para salvar sua família antes da coroação de Brencis, enquanto determinadas atividades fazem o calendário avançar. Na prática, a mecânica é muito menos punitiva do que parece.O prólogo passa uma impressão diferente. Nesse trecho, realmente existem situações em que não é possível fazer tudo, o que pode fazer o jogador acreditar que toda a campanha funcionará dessa maneira. Depois disso, porém, a pressão diminui bastante.O relógio em The Blood of Dawnwalker indica as frações de tempo consumidas por algumas ações e ajuda a acompanhar os 30 dias disponíveis para salvar a família de Coen.Foto: Rebel Wolves/Bandai NamcoCompletar missões, desbloquear habilidades e realizar determinadas ações consome frações de tempo, mas existe espaço suficiente para explorar e fazer boa parte do conteúdo disponível. É preciso prestar atenção ao calendário, mas não fiquei com a sensação de estar correndo contra o relógio durante toda a campanha.A alternância entre dia e noite acaba sendo mais interessante. Há missões, caminhos e interações que só podem avançar em determinado período. Como Coen também possui capacidades diferentes dependendo do horário, escolher quando realizar uma atividade pode mudar bastante a maneira como ela acontece. No fim, as frações de tempo funcionam mais como uma ferramenta bem original do jogo para dar peso às decisões do que como uma punição constante7. Desempenho no PS5 poderia ser melhorA análise foi feita no PS5 base, utilizando o modo Desempenho. Nesse perfil, The Blood of Dawnwalker busca atingir 60 FPS, mas apresenta quedas pontuais em alguns momentos. Os gráficos cumprem bem seu papel, embora visualmente fiquem abaixo do que outras versões conseguem entregar.Ainda assim, os problemas não chegaram a prejudicar significativamente minha experiência. A direção de arte ajuda Vale Sangora a manter uma identidade visual interessante, principalmente durante a noite, mesmo que tecnicamente o jogo esteja longe de ser uma referência no console.⭐ Nota final:Initial plugin textMais do TechTudoVeja também: CRIMSON DESERT É BOM?? Testamos o jogo por 100 horas!CRIMSON DESERT É BOM?? Testamos o jogo por 100 horas!