USDA reduz previsão e projeta queda na produção de carne bovina dos EUA

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A produção de carne bovina dos Estados Unidos deve recuar em 2026 e 2027, diante da redução no ritmo de abate de bovinos. A estimativa foi revisada para baixo pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que aponta níveis de abate historicamente baixos no mercado norte-americano.Para 2026, o USDA projeta produção de 24,877 bilhões de libras, cerca de 90 milhões de libras abaixo da previsão divulgada em agosto. A revisão considera o ritmo mais lento de abate tanto de bovinos terminados quanto de vacas, com base em dados registrados até 10 de setembro.Nos primeiros oito meses do ano, o número de animais abatidos ficou, em média, 8 mil cabeças abaixo por dia útil na comparação com o mesmo período de 2025. O cenário também levou o USDA a reduzir a projeção para 2027. A produção de carne bovina no próximo ano é estimada agora em 24,835 bilhões de libras, 145 milhões de libras abaixo da previsão anterior. Leia Mais Produção elevada de suínos em 2026 deve limitar alta de preços Receita com exportações de carne bovina cresce 21,7% em 2026 ABPA prevê avanço da produção de frango, suínos e ovos Segundo o órgão, a comercialização de bovinos deve perder força no segundo semestre de 2027, em razão da expectativa de um número menor de animais disponíveis para abate no fim de 2026 e no início do próximo ano. O USDA também considera que os preços mais elevados da ração podem limitar o peso das carcaças em 2027, contribuindo para uma produção menor mesmo com o abate já pressionado.A menor disponibilidade de aparas de carne bovina magra, em um cenário de cotas de importação reduzidas, também influencia o mercado. Ainda assim, o USDA avalia que esse fator deve ter impacto limitado sobre os preços do gado.A agência destaca que a oferta restrita de bovinos e a menor capacidade de processamento continuam entre os principais fatores que determinam o comportamento do mercado. Com isso, fatores externos devem exercer influência secundária sobre os preços diante das restrições estruturais de oferta e processamento.Produção e exportações recordes redefinem a pecuária brasileira