Consórcio ABC debate sistema para monitorar circulação de cargas e caminhões

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O Consórcio ABC iniciou a discussão de uma regulamentação regional para o transporte de cargas e produtos perigosos nas sete cidades da região. O tema foi debatido em 10 de setembro de 2026, durante reunião do Grupo de Trabalho (GT) Mobilidade Urbana, com a participação de representantes dos municípios e especialistas da área.Consórcio ABC e a proposta de monitoramentoA proposta prevê a criação de mecanismos de identificação, monitoramento e rastreabilidade de veículos e mercadorias. O objetivo é melhorar o controle sobre a circulação de caminhões, ampliar a segurança e fornecer informações para o planejamento do trânsito e fiscalização municipal.Um dos problemas destacados foi a circulação de caminhões de passagem pelas vias municipais, que contribui para o desgaste da infraestrutura. Veículos com problemas mecânicos podem ficar parados em pontos de grande circulação, provocando interrupções no trânsito. Também foram citados danos a redes de internet e energia.O transporte de produtos perigosos recebeu atenção especial. A proposta busca permitir que os municípios saibam quais veículos circulam pela região e quais cargas transportam, facilitando a atuação em emergências, como acidentes. A capacitação das equipes municipais para atendimento a ocorrências envolvendo esses produtos também foi apontada como necessária.Gilmar Viana, secretário-executivo do Consórcio ABC, afirmou que a entidade pretende avançar na construção de uma normativa comum para as sete cidades. Segundo ele, a ideia é criar mecanismos para acompanhar melhor a circulação de cargas, especialmente dos veículos que apenas atravessam a região. O primeiro passo será trabalhar com cargas perigosas, com atenção especial, e depois avançar para outros tipos de carga que impactam a mobilidade, segurança e dinâmica dos municípios.Rastreabilidade e integração de dadosOutro ponto discutido foi a integração de informações sobre a circulação das mercadorias. A proposta prevê cruzar diferentes bases de dados para acompanhar o trajeto das cargas desde a origem até o destino.Entre os documentos que podem ser integrados estão a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). A medida também está relacionada às mudanças provocadas pela reforma tributária.Com dados mais precisos sobre origem, circulação e destino das mercadorias, os municípios poderão planejar melhor a mobilidade, fiscalizar o transporte e acompanhar a movimentação econômica do território.Almir Cicote, secretário de Mobilidade Urbana de Santo André, que articulou a participação dos convidados na reunião, defendeu a criação de um sistema regional de identificação e rastreamento. Ele afirmou que o Consórcio ABC será protagonista e pioneiro na construção de uma política pública voltada à identificação e rastreabilidade de mercadorias. Essa tecnologia pode se tornar um passaporte para os produtos produzidos na região, contribuindo para organizar a malha viária, monitorar o transporte de produtos perigosos e aprimorar informações que impactam a arrecadação de ICMS.A ideia é começar pelo transporte de cargas perigosas e, posteriormente, avaliar a aplicação do sistema para outros tipos de mercadorias que circulam pelas cidades da região.Experiências apresentadas na reuniãoEspecialistas apresentaram sistemas já utilizados para identificação, rastreamento e fiscalização de veículos e mercadorias.Henrique Miguel, secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apresentou o Sistema Nacional de Identificação, Autenticação e Rastreamento Brasil-ID.Clecivaldo de Souza Ribeiro, diretor do Departamento das Cadeias Produtivas e Indicações Geográficas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), falou sobre a Plataforma Mais Sustentável. João Paulo de Souza, assessor do secretário-executivo do Mapa, apresentou o Programa Nacional de Rastreabilidade (PNR).Flavio Vieira da Silva, presidente da Portos Rio, abordou a aplicação do Brasil-ID e do Rastro-ID na gestão portuária.Ivan Carvalho Moraes, presidente da Entidade Gestora Rastro-ID e diretor da CET-SP, apresentou a estrutura de integração interministerial do Rastro-ID e a plataforma de fiscalização eletrônica e emissão de documentos de trânsito utilizada pelo município de São Paulo.Alessandro Baumgartner, superintendente e diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), tratou da regulamentação dos transportes rodoviário e ferroviário e da aplicação do Brasil-ID e do Rastro-ID na identificação eletrônica de veículos, cargas e passageiros, por meio do Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Carga (RNTRC).O post Consórcio ABC debate sistema para monitorar circulação de cargas e caminhões apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.