Tarcísio recebe posse da área da Favela do Moinho; veja imagens do futuro parque

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A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) do Governo de São Paulo obteve, nesta sexta-feira (3), a posse da área da Favela do Moinho, no bairro Campos Elíseos, região central da capital paulista. O espaço, que antes pertencia à União, foi cedido ao Estado para a construção de um parque de 61,3 mil m².A negociação de transferência gratuita iniciou em novembro de 2023 e será concluída pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) com a assinatura do contrato de cessão da área. O projeto para o futuro parque já foi desenvolvido pela CDHU, voltado para lazer, convivência social e qualificação urbana.O projeto será implantado em fases, começando pelo parque e depois a construção de uma estação de trem em um terreno ao lado, que atualmente pertence à CEAGESP, mas já está em processo de transferência para o estado. A área está localizada em um ponto estratégico entre as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 11-Coral de trens.O projeto busca organizar fluxos de pedestres e ciclistas, áreas de permanência, equipamentos de lazer, mobiliário urbano, iluminação pública e paisagismo, com condições de segurança, conforto e funcionalidade. Todo o projeto foi concebido a partir de quatro eixos estruturais: Eixo Cultural e Educativo, Eixo Ecológico, Eixo Esportivo e Recreativo e Eixo de Serviço.Primeira etapa:Cercamento completo do perímetro para garantia de segurança;Construção de quadras poliesportivas, de basquete e de esportes de areia;Implantação de pista de skate, ciclovia e pista de caminhada;Academia ao ar livre e playground infantil;Espaços culturais voltados para oficinas e cursos de educação ambiental.Depois de consolidado, o local receberá horta urbana, viveiro de plantas nativas e um pátio de compostagem. Ocupação da àreaO parque será feito em quatro áreas. A primeira e maior delas, onde fica a Favela do Moinho, foi desocupada com a remoção de quase 100% das famílias que moravam ali. Há também o terreno da CEAGESP, onde será a nova estação, e dois outros imóveis de propriedade privada estão em processo de desapropriação pela CDHU.A desocupação da Favela do Moinho começou em abril de 2025, por meio de um plano de reassentamento habitacional que contou com a adesão voluntária da comunidade e está em fase final. Quase 950 mudanças foram realizadas, entre atendimentos habitacionais e outras situações, como a de estabelecimentos comerciais. Destas mudanças, mais de 627 famílias já estão em moradias definitivas, e as restantes permanecem recebendo auxílio-moradia de R$ 1,2 mil, custeado pelo Estado, até que seus imóveis fiquem prontos ou até que indiquem um imóvel para compra por meio de Carta de Crédito Individual. Desocupação A equipe da CDHU, em 2024, fez o mapeamento das famílias que moravam na Favela do Moinho, fez reuniões com a comunidade e instalou um escritório na Rua Barão de Limeira para que as famílias pudessem aderir ao reassentamento oferecido pela CDHU. Foram mais de 30 mil atendimentos individuais para a conclusão do plano.As famílias puderam escolher entre apartamentos escolhidos pela CDHU, prontos ou em construção, ou buscar imóveis por conta própria em qualquer região do estado, desde que atendam aos parâmetros do programa. O valor máximo dos imóveis nos dois casos é de R$ 250 mil.As moradias foram concedidas gratuitamente para famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil. Para quem escolhe um imóvel ainda em construção, é paga uma caução de R$ 2,4 mil e, a partir do mês seguinte, um auxílio-moradia de R$ 1,2 mil. As mudanças foram custeadas pela Companhia, que acompanhou todas as etapas do reassentamento na comunidade com planejamento, escuta ativa e acolhimento às famílias.