O programa de observação da Terra Copernicus, pertencente à União Europeia, confirmou que em junho as temperaturas da superfície do mar atingiram níveis recordes. A marca foi divulgada nessa quarta-feira (1/7) e coincide com a chegada do fenômeno climático El Niño no Oceano Pacífico. Em 21 de junho, o Serviço de Mudanças Climáticas e o Serviço Marinho Copernicus, ambos componentes do Programa Copernicus, registraram temperaturas de 20,86ºC e 21ºC, respectivamente, na superfície oceânica. As duas marcas superam os 20,83ºC registrados em 2023 e 2024. Leia também BrasilRio intensifica ações para enfrentar impactos do El Niño MundoONU: El Niño deve se intensificar e elevar riscos de eventos extremos CiênciaAlém do El Niño, aquecimento global explica mudanças climáticas CiênciaCientistas dizem que novo El Niño pode ser o mais forte já registrado “As condições atuais podem indicar o início de uma nova fase, levando, mais uma vez, a um território desconhecido. Com as temperaturas oceânicas nesses níveis e o El Niño no horizonte, é provável que vejamos mais recordes de temperatura serem quebrados nos próximos meses”, afirma o diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, Carlo Buontempo, em comunicado.Segundo as medições, o aquecimento não ocorreu de forma uniforme. Os aumentos mais significativos ocorreram no Mediterrâneo e no Mar Báltico, certas regiões que atravessam o Pacífico e na costa norte canadense.A ocorrência do El Niño está elevando a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial. Como consequência, ele pode enfraquecer ou inverter a orientação dos ventos alísios, circulações atmosféricas globais cruciais, e atrapalhar os padrões climáticos globais e de precipitação.Os dados detectados pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus apontam que o fenômeno climático deverá causar mais recordes de temperatura. Os especialistas continuarão acompanhando as variações de calor para saber se são picos temporários ou não.